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Foto: Headsick Pinups |
“What a glorious feeling
I’m happy again”
(Brown/Freed)
As chamas dos quatro círios dançam
bailarinas logo às primeiras notas da “Nona” do velho Ludwig Van que
começam a se infiltrar na escuridão do ambiente, dissimuladas como crianças
pecadoras.
Como correr em pânico ouvindo
atrás de si os passos pesados do medo se aproximando mais e mais. "Escutar
atrás de si o ressoar dos passos de um gigante", disse Brahms.
Cera derretida escorre quente sobre
o brilho da prata. Choram ou gozam as velas?
Nua.
Depilada, totalmente, como sempre
lhe foi ordenado.
Carnes caminham brilhando brancas
na pouca luminosidade.
O corpo quase o mesmo que na
primeira vez implorou para ser seviciado por Mim. Sem segredos agora, mas ainda
capaz de apresentar surpresas desde que se saiba procurá-las, despertá-las.
Meses, quase um ano.
Quando comecei a modelá-la ao
papel que ela enfim assumiria: um mero objeto de uso com a finalidade de Me
proporcionar prazer.
O pleno manuseio de corpo e alma para
ensinar a simples mulher a despertar para a função de escrava e aprender a
desfrutar desse papel.
O olhar de comando é
desnecessário.
Cada reação previsível trabalhada
em sessões e sessões de treinamento minucioso, administrando a frágil fronteira
entre o castigo e o abuso, despertando a curiosidade para o desconhecido dos
limites, do caminho não traçado para alcançá-los, do prazer único de poder
virar o olhar e ver-se o quanto foi delicioso superá-los, deixá-los para trás.
Submissas são como insetos: uma
vez que conhecem a luz têm o desejo suicida de atirar-se em direção a ela,
mesmo que esse mergulho no prazer possa significar a cegueira ou até a morte.
Após a primeira bofetada soube que
jamais retornaria à sua antiga vida mesmo que quisesse. Foram desafios contínuos,
sempre em desenvolvimento infinitos na medida da imaginação. Só se constrói
algo realmente novo depois de se destruir as ruínas.
Os primeiros passos vacilantes,
temerosos. Depois a corrida alucinada em que jamais se deve olhar para trás. O
que ficou para trás não existe, não é mais da pessoa. A escrava mata e enterra
a antiga mulher. Não consegue imaginar uma vida mais gratificante em termos de
prazer. O alcance do prazer pela submissão da escravidão severa, à beira da
degradação, é uma escolha sem volta.
O sexo é capaz de matar a sede por
tesão mas o que Eu lhe ensinara a deixaria embriagada para sempre.
Deita-se sobre o mármore negro da
mesa como sabe que deve.
O sentimento do desconhecido à
espreita desestabilizando qualquer tentativa de compreensão.
Sabe que não espero nada menos do
que obediência total. Entrega-se para poder proporcionar-Me a plenitude de Minha
vontade.
Teme falhar em qualquer detalhe
mínimo.
A friagem eterna do mármore.
Estremece um tanto.
Arrepio momentâneo.
Poros salientes.
Altar pagão, profano, carnívoro,
sacrificial.
Ela oferenda às divindades do
prazer e da dor.
Eu sacerdote do culto de sua
entrega.
O frio da pedra gelado como o
abraço de uma morte gratificante.
Mas não morte.
Uma celebração à plenitude da
vida.
Uma ode à alegria.
Tempo de saber do delicioso
cinismo de sermos o anjo caído de nosso paraíso interior do que sermos o anjo
de sorriso apatetado e conformista do inferno dos outros. É o jeito de se
sentir hoje como os deuses de antigamente, como os deuses que são de sempre,
embora nos esqueçamos disso. Estar bêbado de uma forma que nenhum bebedor de
vinho jamais poderá desfrutar.
Só aquele que conhece em
profundidade toda a beleza da obra em sua plenitude, do introito ao gran
finale, sabe desfrutar da delícia exata e medida da duração que deve
ser dada à execução de cada movimento, sem pressa ou demora, cada parte em si
deliciosa fazendo parte de uma delícia mais completa.
Meses, quase um ano.
Quando veio a Mim, implorando que
lhe fosse concedido o desprezo de Minha impiedade era apenas um delicioso e
fodível pedaço de carne. Branca, muito branca, sem qualquer marca. Porém
amorfa, apesar das formas deliciosas, sem alma, sem existência. Mulher sem ser
fêmea. Ali reunidos todos os instrumentos todos os naipes à disposição de Minha
regência para que Eu executasse Minha sonata de impiedade, prazer e gozo. Mas
já na primeira sessão ela esteve então totalmente aberta, indefesa e então Eu,
pisoteando todos os seus homens anteriores, invadi seu sangue e a aprisionei
para sempre em seus próprios sentimentos até que um dia viesse a morrer. Tatuei
no mais profundo ponto de sua alma o gosto do gozo pelo prazer da dor e da
servidão. Gargalhei na face de todos os demônios que saíram de seu corpo ao
primeiro golpe de Minha chibata.
Allegro
A friagem eterna do mármore negro
da mesa.
Os círios gozam ansiedade de cera
derretida sobre o brilho da prata.
Executar em seu corpo Minha “Sonata
de um Carrasco para qualquer mulher”.
Aqui mais uma vez: apenas
um pedaço de carne pronto a transmudar-se à Minha vontade em algo vivo no
prazer, a partir de Meu comando.
O movimento de Minha mão subindo
de seus peitos em direção à sua boca.
Domínio pleno.
Jamais perdi tempo em aplicar-lhe
uma mordaça. Bastava a pressão firme de Minha mão cobrindo sua boca, seus olhos
se arregalavam e ela sabia: não deveria emitir qualquer som para gemer, gozar,
queixar-se, agradecer, rir ou chorar.
Não deveria lutar. Seria inútil.
Apenas poderia se ferir mais, sofrer mais. Algo que ansiava mas sabia só poder
usufruir se Eu permitisse.
Mesmo quando não a seviciava, apenas
pelo olhar ela sabia que Eu detinha o controle. Não era necessária a força.
Seus olhos arregalados de medo logo baixavam quando ouviam: “Não
admito que olhe diretamente para Mim sem Minha permissão”.
Sempre preferi usar a sutileza do
amedrontamento como forma de controle no lugar da violência ou da força bruta.
É como se faz uma escrava de uma simples mulher. Controlar a mente e não apenas
o corpo. Medo maior do que o da dor física, do desprezo que poderia vir por
considerá-la indigna de ser um objeto de Meu uso.
Havia passado por tanto antes, mas
sabia que sua vida agora se dividia em ter sido usada antes de Mim e depois de
Mim. Soube que Eu era forte o suficiente para dominá-la apenas com o poder de
um pensamento, sem a necessidade de um momento de violência física ou moral.
E passou a ansiar por isso. O
tremor do corpo e da alma dividido entre o medo e a ansiedade pelo prazer. A
alegria infantil de uma criança rindo num quarto escuro.
Fácil perceber agora seu corpo
tremendo e os pequenos soluços que faz força para engolir para não enfrentar Minha
raiva. Sabe o que não lhe é permitido.
Apavorada luta contra o medo,
tenta manter o controle sobre a respiração funda, mas é impossível. Seu nariz
respira nervoso quando agarro seu rosto.
Lindo, realmente lindo assistir
aquele pedaço de carne vomitando saliva e chorando lágrimas sem choro.
O medo sabendo que a desobediência
não será tolerada. O sentimento de desamparo é total e quero que ela sinta isso
completamente, a cada instante. O medo líquido misturado ao desejo de prazer
escorrendo por cada uma de suas lágrimas grossas e quentes.
A bofetada estala com o peso certo
em seu rosto. Engole o ganido de cadela ferida. Proibida de expressar seu
sofrimento com sons. A humilhante dor de um instante parecendo durar séculos.
Ofega agora.
Nada conseguiria dizer nem que lhe
fosse concedida permissão para falar.
Agarro com força seus cabelos e
digo: “Você nem está pensando em Me deixar com raiva, está?” Morde o
lábio com força e deixa o sangue escorrer generoso. A dor auto infligida vale
pelo sacrifício de não ser punida por chorar.
Minha mão cobre sua boca, ela quer
gritar apesar de proibida. Arregala os olhos para comprovar que a falta de
respiração reafirma sua fragilidade como Minha propriedade de vida e morte. A
confiança irrestrita, porém, grita em seus ouvidos que pode relaxar e deixar
seu destino flutuar totalmente entregue à Minha vontade.
O temor a ataca por todos os
lados. Olhar apreensivo. Todas as emoções de uma fêmea espalhadas ao mesmo
tempo nesse rosto de escrava exposta, indefesa. Saber que sempre poderá ser
surpreendida em ser tratada com ainda maior crueldade. E desejar. E
recompensar-se na vergonha, na humilhação de ansiar pelo sorriso de desprezo
que lhe endereço.
Sabe: qualquer hesitação em
obedecer gerará punição. Nervosamente morde de novo o lábio até sentir o sabor
de sangue.
O rosto pálido.
O medo fala apavorado pelos seus
olhos. Sou o sonhado personagem central de seus pesadelos.
Braços esticados para trás
buscando o infinito. Sabe que é assim que devem ficar. A obediência é mais
imobilizadora do que qualquer amarração.
Sem clemência.
A dor mais terrível infiltra-se
então pelo bico do seio torcido. Cada beliscão nos seios é um sinal para que
sua boceta se contraia em tesão. Agora os dois peitos atormentados ao mesmo
tempo. Tenta tomar fôlego depois de cada apertão.
Até onde a dor pode chegar?
Seja onde for ela estará lá aberta
em agonia para acolhê-la inteira. Chorando quieta em reverência ao gozo que
experimenta.
A mordida feroz no bico do seio
lhe dá a oportunidade do único grito de dor que dará durante todo o tempo em
que estiver sofrendo sob Minhas mãos.
O quanto de dor esse corpo pode
receber, suportar, e corresponder para proporcionar prazer e ainda sentir-se
sexualmente gratificada com tudo isso?
Sente transbordar o nível de suas
lágrimas e gritos surdos, ouve interiormente todos os gemidos que não pode
exprimir. Agonia é o nome desse sentimento.
Por seu olhar assustado o
desespero grita pedindo por socorro.
Queimação nos peitos. A ponta
acesa do cigarro passeia lenta esquentando a pele. O calor se expande pelo seu corpo. O
chicote golpeando seus peitos e estômago. As marcas vermelhas em suas coxas
generosas.
Ofega tentando minimizar a dor que
não pode ser libertada em gritos ou gemidos. Inútil. Seu queixo seguro em Minha
mão firme, a dor umedecendo seus olhos.
Mamilos torcidos e sabe que apesar
da dor não deve lutar pois o sofrimento pode tornar-se insuportável. Torcendo e
torcendo até vê-la empalidecer. Quanto mais aperto, mais sinto os bicos de seus
seios crescerem e endurecerem entre Meus dedos. Sei que o nível de sofrimento
está próximo ao insuportável. Satisfação na dor.
Mamilos doloridos, o vibrador
enterrado fundo em sua boceta zumbe como um inseto elétrico enlouquecido de
tesão. Tentou, mas não pôde evitar: a urina escorre generosa de dentro dela. Agarro
seus cabelos, manuseio sua cabeça com desprezo violento e esfrego seu rosto no
mijo.
Ponta de língua quente limpa as
lágrimas que recolho dos cantos de seus olhos com a ponta do cacete,
obrigando-a a lamber o salgado de sua dor na cabeça de Meu pau.
A sensação de sufocamento com Meu caralho
invadindo sua boca. Uma estocada sem preocupação com cuidados e a dor ardendo
na garganta, um jato de urina quente e ela tem a paz da sede saciada que não
sentia há muito tempo.
Um demente sorriso opressivo de
agradecimento nos lábios.
Seu corpo agora forma um X, braços
abertos, pernas esparramadas em abertura máxima.
Levo as mãos a seus seios e aperto
enquanto canto obscenidades e insultos em seus ouvidos. Seus peitos respiram
forte, Me aplaudem.
Minhas mãos vão abaixo percorrendo
suas coxas, separando ainda mais suas pernas com violência.
Abandonada.
Não resiste, expõe o corpo
disponível e desfrutável a Mim.
Sua reação natural de fechar as
pernas agora inexiste.
Sente como se estivesse ali
sofrendo há horas, mas são apenas alguns minutos. Na dominação, ela sabe, o
tempo arrasta-se na velocidade estudada de um predador na preparação do bote
sobre a presa. Tantas vezes já esteve nessa posição, mas agora e a cada vez é
como se fosse a primeira, inédita. Teve todo o tempo que lhe concedi para
descobrir essa verdade tão simples e tão dura ao mesmo tempo.
Meus dedos trabalham a umidade do
meio de suas pernas. Reage à excitação. Depois vão à sua boca. Lambe cada
centímetro de cada dedo melado com a ansiedade de um esfomeado.
A alma da mulher se revela no
escorrimento de seu gozo.
Meu dedo esfrega-se pesado em seu
grelo endurecido, cada respiração desfrutando de sentimentos novos criados a
cada deslizamento de Meu dedo para dentro e para fora de seu buraco molhado.
Sua fenda risonha baba admiração,
espuma e grita “Bravo!” Um gemido animal corre atropelado do fundo de sua
garganta e sai por seus lábios como um agradecimento.
Sua boceta jamais Me negou um
sorriso.
Ou um beijo.
Lambo as beiradas até sentir seu
sexo se dissolver em Minha língua. Uma massa mastigável, pastosa, escorrendo
sucos pegajosos, grudentos Me encara.
A mordida é selvagem.
Lábios úmidos mastigados entre Meus
dentes. Ondas de dor se irradiando de sua boceta por todo seu baixo ventre. O
tesão indescritível para quem não sabe dessas coisas.
Proibida de chorar, perto das
lágrimas mas proibida de chorar, ela ofega, respira profundamente.
Afasta as pernas ao máximo expondo
a boceta. Minha mão entra, desaparece dentro dela. Contorce o corpo em
convulsões. O desconforto existe em cada tremor de seu corpo mas ela esforça-se.
Nada demonstra.
Fico contente em constatar que
como sempre ela continua respondendo aos Meus comandos.
Um grunhido surdo.
Lágrimas envergonhadas tentando
não escapar dos cantos de seus olhos apertados.
Adivinhou que chegaria, mas não
pôde evitar uma contração ao sentir a ponta de Minha rola entrando forte e
direta pelo centro de seu corpo e alargando as paredes de sua boceta. Geme
tesão sobre tesão a cada empurrão. Deixa Meu cacete deslizar até o fundo,
passeando com autoridade pelo seu interior. Quando enfio firme as pontas dos
dedos nas carnes de suas nádegas e acelero, concentra-se para acolher fundo,
sempre mais fundo e no mais profundo lugar de sua sexualidade recolher cada
gota do jorro Minha gozada.
Sente-se partida ao meio, a
lubrificação natural aumenta, percebe pelo inchaço de Meu cacete que estou para
gozar e força o ventre para cima com determinação, tremendo convulsivamente
enquanto Minha porra começa a transbordar gotejando pela lateral de suas coxas.
Um ritmo peculiar e familiar em
sua respiração anuncia o orgasmo generoso que está construindo a cada estocada
que experimenta e que agora vem alucinado entre soluços e inunda o vão de suas
coxas.
Uma substância quente e pegajosa,
mistura dela e de Mim, escorre de dentro dela.
Arranco com rapidez - som engraçado - o pau de sua boceta.
A boca aberta espera morna, língua
faminta, para saborear no fundo da garganta acolhedora a mistura pegajosa de
nossos gozos e suores que derramo em sua saliva grossa.
Cadela faminta suga, engole
depravada. Cadela
lambendo satisfeita apenas por poder ser cadela lambedora.
Virada com violência.
Uma parte dela quer mergulhar na
delícia escura do desconhecido. Outra teme pela luminosidade da certeza do medo
sem disfarces.
A dor de Minha mordida espalha-se
afiada pela carne generosa das bochechas de seu traseiro de cadela.
Movo vagarosamente Minha mão pelas
carnes redondas de sua bunda e sinto Meu dedo maior entrar fundo no buraco de seu
rabo.
Um gemido.
No começo alguma resistência,
depois caminho aberto.
Apanho a chibata e faço as tiras passearem
leves e suaves pela pele de sua bunda.
Tensa, absolutamente imóvel.
Sabe o que estava por vir.
Quer logo a primeira lambida
dolorida do couro. A protelação só aumenta seu tormento.
Começo a bater forte, flagelação num
ritmo marcado, gradativamente aumentando a violência de cada golpe.
Cada pedaço ferido de suas carnes
testemunha todas as vezes que sem dúvidas, confiança cega, entrega à sorte de
sua satisfação de fêmea à Minha vontade.
O gran
finale se aproxima.
A certeza de desconhecidas surpresas
por todo o caminho até a meta final. Um delírio de
indagações, de dúvidas. A alternância entre um pânico quase cego e um
sentimento de felicidade impossível de ser transmitido a quem quer que seja. Mas quem garante que a Minha vontade
não criará novas surpresas?
É estar sempre preparada para
mostrar-se rendida.
A Minha vontade é desconhecida.
Agradece aos berros – “Obrigada
senhor!” - por ser tratada como uma vadia e implora que nunca pare de
bater.
Marcas de submissão tingindo de
roxo aquela pele tão branca.
A carne responde sonora a cada
vergastada do açoite. Terá de suportar todas as pancadas. Sejam elas tantas
quantas Minha vontade desejar.
Sua bunda ostenta um luminoso
vermelho. O calor da dor do espancamento é sensível à distância. A carne ferida
de vida tomando novas formas a cada pancada como se o sangue, quase numa
pulsação, quisesse vir correr à superfície da pele. O vermelho aos poucos
desaparece, substituído pelo azulado.
Fogo puro caminha por cada
centímetro daquela pele que Eu incendeio com as tiras da chibata.
A dor é insuportável mas silencia.
Seu orgulho de mulher odeia o
total controle que exerço sobre a fêmea. O importante, porém, era a satisfação
que esse ódio lhe proporciona, ao cuspir na face de sua alma de submissa o
quanto necessita da delícia de sua impotência e de necessitar ser tratada desse
modo indigno.
Mesmo olhos fechados pelo ardor
que passeia vermelho e quente por sua pele, sabe que a estou encarando. Tem
certeza de algo estranho em Meu olhar e a indefinição da estranheza da surpresa
tempera na exata proporção a mistura entre prazer e dor. Algo quase
imperceptível, entre a alegria da transgressão infantil e a depravação, passeia
pelo interior de sua alma e sai correndo por seus lábios apertados com uma
risadinha irônica de deboche.
Agora possuí-la por trás.
A bunda arreganhando-se, empinada,
ânus à mostra.
Não é sujo, é sujo, delicioso,
transgressivo, algo delinquente, imundo e belo ao mesmo tempo.
Mãos firmes, afasto as bochechas
de sua bunda, empurro com decisão vencendo a breve resistência da carne
assaltada, afundo em seu cu.
Saborear a sensação de Meu pau
conquistando a passagem apertada de seu rabo.
Nádegas carnosas se abrindo e se
fechando no ritmo de Minhas entradas e recuos cada vez mais rápidos e profundos.
Não importa quanta dor sinta.
Impossível impedir. Porque não deseja. Não há nada que deseje fazer para
aliviar o que sente. Seu corpo treme ligeiramente a cada entrada, um ou outro
gemido abafado. Mesmo de costas adivinha Meu olhar sorrindo. Apenas volta o rosto
para trás quando depois de gozar saio dela e então oferece a boca para limpar Meu
pau com lambidas de saliva faminta.
Presto
A friagem eterna do mármore negro
da mesa.
Os círios quase morrendo choram
exaustão de cera derretida sobre o brilho da prata.
Meses, quase um ano.
Ao verdadeiro artista importa a
música, não o instrumento. Manter-se muito tempo com a mesma escrava é a
vitória da conveniência sobre a imaginação.
O prazer do sexo é como um vinho delicado
que deve ser bebido assim que a garrafa for aberta, senão pode desandar em
vinagre.
Depois de um tempo, tê-la como objeto de uso
passou a ser como jantar começando pela sobremesa sem se importar com a
qualidade ou o tipo do vinho.
Hoje foi
a clockwork session quando todos
os ponteiros da dor e do prazer giraram
em todas as direções.
Ainda foi super horrorshow toltchocar esse corpo e ver o krovvy
escorrendo gréjine enquanto o medo
fez caretas no rosto dessa devótcheca,
embora ela hoje não seja mais uma ptisa,
pois é uma tchina de grudes quase
querendo cair, já meio sunca, mas
ainda aproveitável para lubilúbi.
Meus drugues adorariam.
Mas há muito não falo mais dessa
maneira nem chamo Meus amigos de drugues,
nem eles Me chamam mais de Alex.
Agora Sou Sir Large como exijo ser chamado
por todas para que demonstrem respeito e gratidão à caridade da dor e prazer
que lhes concedo segundo Minha vontade soberana.
Foi a canção de adeus.
Ela sabia. (Pensava que Eu não
soubesse).
Eu não precisava.
Vale mais a caça do que a presa.
Preferível que jamais saiba que
está sendo doada como objeto de caridade a outro que Me solicitou suas carnes
para poder usufruir tudo o quanto construí nesse corpo e nessa mente.
Ainda a mesma hoje, ainda a mesma
postura servil de sempre: ajoelhada, mãos cruzadas nas costas, cabeça curvada,
língua úmida saboreando o couro de Minhas botas.
Hesitação.
Uma faísca indecisa de medo em seu
olhar.
Coração batendo forte atreve-se,
voz confusa, à transgressão de falar sem permissão. Sussura, desejando que o
mundo todo a ouvisse gritando: “Posso voltar? Outra vez, quando o Senhor
desejar, Sir Large?”
A bofetada afiada explode seca e
sonora em sua face.
Tenta manter os olhos
respeitosamente fechados, mas o puxão violento nos cabelos agarrados por trás a
impede. A boca assustada. Respiração descompassada. Fôlego suspenso agora.
Pânico. Atordoada pelo tapa. O teto gira em seus olhos arregalados.
Toda escrava sabe que cada uma
vive seu próprio cativeiro particular, único.
Os mesmos olhos amedrontados que
mostrava no princípio de seu treinamento.
O medo é frio, gelado.
A angústia do desejo opressivo de
querer chorar.
Poderia. Punições agora não
viriam. Seriam inúteis.
Pálida.
Uma gelada onda de medo percorre
sua espinha abaixo e instala-se funda, apertando sua alma.
Tremendo ligeiramente veste peça por
peça de roupa sem coragem de Me olhar.
A penalidade maior, a única que
saberia não suportar, pior do que todas as dores doendo juntas: Meu desprezo.
O pior que se pode dar a uma
amante é a condescendência no sexo. Se quiser matá-la por dentro, despreze-a.
Calada.
A certeza da habilidade adquirida
em saber adivinhar Meus pensamentos.
Olhos baixados para o chão,
lágrimas se formando. Não de dor, mas de humilhação. Pensamentos em balbúrdia,
transparentes como fantasmas, sem substância.
Vacilante, apenas abre a porta e
vai embora.
Não consigo, aliás nem quero,
evitar o sorriso de cinismo e ironia.
Logo estará no avião indo ao encontro de seu
novo dono para servir a ele. Afinal terá de pagar a viagem grátis de alguma maneira.
Eu?
“I'm just dancin'
and singin' in the rain”.
.......i o 1o que li , atravez deste outros tantos na sequencia
ResponderExcluirEntao vim.....
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