sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Sinfonia de Bofetadas


Depois da tempestade sempre vem a bonança?
(No sadomasoquismo, não obrigatoriamente)
Nenhum ambiente especial.
Agora, apenas Meu quarto.
Nossas respirações alteradas adornando o silêncio absoluto.
Nenhum ruído seria admissível para molestar o intervalo de silêncio entre a tempestade que se foi & a tormenta que virá.
Até pouco antes, animalizados sons de sofrimento haviam impregnado as paredes da sala: o estalar do couro do açoite torturando a carne da fêmea entregue; seus gritos & gemidos celebrando o tesão sofisticado que a dor imposta por Minha Impiedade lhe infligia pelo martírio do chicoteamento.
Sem sombras, luz total iluminando em plenitude sua figura despida de depravada submetida.
Há minutos, havia sido flagelada por algum tempo. Minha chibata havia transformado seu corpo apetitoso num enlouquecido mapa de marcas vermelhas, um amontoado de vergões & hematomas, aqui & ali em alguns pontos da carne lacerada, escorriam filetes de sangue.
Maravilhas de seu corpo de vadia devassa, segredos para os olhos do mundo, depravações escancaradas a Mim a qualquer momento que Minha Vontade decidisse.
Sua alma de cadela indecente festeja as delícias experimentadas em cada vergastada & realiza-se no privilégio de ter sido banquete degradado para deleite de Meu apetite sádico.
A fêmea nasce puta com alma de cadela, é verdade, mas só é feita submissa em entrega pela Arte da Perversidade Sádica de um Dominador.
Hoje ela é apenas o que pode & deve ser, desde como Eu a fiz, a partir de quando a animalizei em nada & a virei em prostituto trapo de carne para uso de Meu Foder, sob a artística violência de Meus espancamentos sádicos. Agora o repertório de imoralidades que os buracos de seu corpo vomitam em êxtase quando submetidos às delícias de prazeres interditos é revelado por suas vísceras, sem que Eu precise dissecá-la. Depois de Mim, aquela boceta mijava mijo virado em champanhe.  
Não importa a hora, o lugar, as circunstâncias: o sexo depravado exige teatralidade com um relâmpago de desrazão nos olhos.
Sem palavras.
Agora, mais do que nunca, desnecessárias.
Um estalar de dedos: mãos nas costas, olhos baixos, posta-se à Minha frente.
Bofetada.
Bebe com lágrimas de tesão o doce sabor da dolorosa humilhação do primeiro tapa.
O mais sofisticado tempero para as delícias da mesa do banquete do tesão interdito aos banais é o medo pelo perigo do prazer inesperado que pode vir na surpresa do momento seguinte, na forma do estalar de uma bofetada na face.
Atirei-a de costas no colchão. Com gestos bruscos defini com rigor autoritário de pintor à modelo, qual a exata posição em que deveria postar-se para colocar sua boceta em destaque, disponível & desfrutável. Imediatamente paralisada. Não eram necessárias cordas ou correntes. Há tempos, sua vontade estava imobilizada à irrestrita obediência a Meu Domínio de perversidades sexuais, pois sabia que qualquer vacilação ou desobediência significaria ser renegada, desprezada, descartada & devolvida à desprezível condição de fêmea banal da qual havia sido libertada quando se submeteu a ser escravizada como marionete de carne para construção de Meus desejos sádicos.
Meu apetite de dominador havia sido satisfeito. Agora Minha fome de macho precisava ser aplacada sem limites, até explodir em saciedade de gozo.
Braços separados em cruz, pernas dobradas, coxas escancaradas ao máximo: mulher viva transmutada em puta degenerada morta de vontades, corpo no perfeito posicionamento para ser autopsiado em encaralhamento na mais selvagem bocetada que o tesão de um macho pode produzir numa fêmea acadelada.
Bofetada.
O medo & a ansiedade pela próxima fazem sua boceta começar a vazar, alagando o lençol, como a uma represa da mucosidades de fêmea rompida pelo prazer.
Na interseção do vão de suas coxas, medusa cabeleira de negros serpentelhos virando em pedra Meu pênis, tornado caralho em tesão.
O mais sincero sorriso feminino encontra-se nos lábios do meio das pernas da mulher.
Vou lançar a sorte da foda alucinada nos dados de tesão jogados sobre o tapete de seus pelos encharcados de porra feminina.
O único propósito daquela boca de carne aberta em ferida permanente, que apenas mija &, às vezes sangra, é devorar prazeres, sem jamais deixar de sentir fome.
A carne do assoalho de sua boceta é o tapete no qual caminhará Meu tesão. Sabe que enquanto Eu andar pelo chão de sua cona não faltarão estradas a serem exploradas & abertas por Meu cacete.
Até um vegetariano ateu era capaz de agradecer em emocionada fé a um deus inexistente pela dádiva de degustar aquele pedaço de carne pegajosa escorrendo gozo.
O cheiro salgado de sua boceta respirando ofegante invade Minhas narinas & instala-se nas paredes de Meu saco. Ordinarizada, sente a secura de mulher dissolvida em carnes moles pegajosas como cola com cheiro de peixe, à simples visão ereta & endurecida da caralhante presença em pé, firme, desafiante e desafiadora de Meu pau agigantado. O botão escuro de seu cu pisca como um obturador nervoso tentando capturar imagens do tesão endurecido de Minha rola se aproximando ameaçadora.
Sem aviso ou cuidados enterro Meu caralho até o subsolo do porão de suas entranhas & começo a arrombar em alargamento enlouquecido o canal estreito de seu buraco de mijar. O ataque decidido de Meu dedo em nervosas manobras de putanhice no calor da quente escuridão úmida & pegajosa de seu ânus.
Ela se contorce acusando a dor intensa & grita porcina como que implorando por mais fundo & mais forte. Boceta alucinada, tremendo, suando, mijando, gozando, uivando como uma cadela selvagem.
Bombeio suas entranhas quentes com violência psicopata. Um alucinado balé de elefantes em seu útero transmite inacreditáveis contrações a cada milímetro de Meu cacete duro.
Radioatividade pura é o que ela transmite para as bolas de Meu saco por aquele incendiado buraco melado, quente que só o cu do demônio. O fogo do inferno é líquido & pegajoso. E, maravilha, queima delícias infernais da ponta à raiz do Meu caralho.
Um contínuo grunhido selvagem sai de sua garganta.
Meu sádico olhar brilha perversidade aprovando o espetáculo de suas carnes empenhadas em Me proporcionar satisfação. Seu corpo reage instantaneamente: os lábios da boceta incham úmidos em excitação, os bicos das tetas endurecem petulantes, sua respiração acelera em ritmo animalizado. Minha mão desce autoritária pela pele nua de sua nádega esquerda até fechar-se num dolorido aperto maldoso. Ela sorri um lento sorriso satisfeito de dor.
Bofetada.
Finalmente inundada pela ronha de Meu catarro de homem, quente, branco, pegajoso, com a boceta afogada em esporra, vomita por sua caverna de delírios um oceano de gozo de fêmea misturado a um mar de langonha de macho.
O gozo faz então a cadela uivar como se cantasse música. O sexo mata a sede, mas o gozo embebeda.
Concedo-lhe então a maravilha máxima de seu pesadelo de delícias: Meu pau mija generosamente em sua boca. Ela bebe cada gota & sente o tesão inundando sua alma submetida, fazendo seu cu piscar sem censura, em gratidão por fazê-la humilhada privada de Meu perverso sadismo.
Realizada em saber que considero sua boceta como a imunda mesa de botequim onde bebo, cuspo, apago o cigarro, vomito, mijo, esporro & durmo, sorri como mulher, gane como cadela, enquanto a prostituta obscena gargalha no útero.
Bofetada.
O sangue escorre do canto esquerdo do contorcido sorriso de dor de seus lábios & então ela recita emocionada as únicas palavras que lhe sabe permitidas, seu mantra de escrava:
“Obrigada, Senhor!”

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Meretricem Delirium


A luz fraca sobre a cabeceira é suficiente para imperar luminosidade sem estardalhaço sobre a total linda nudez exposta de suas carnes de fêmea.
Conserva somente o véu, não por deboche, apenas porque não suporta que vejam, ou ver no espelho, seu rosto emoldurado por cabelos picotados em perverso descuido vingativo. De que valia teria nesse momento manter monacais trajes, se Ele pode enxergar, através do grosso linho que lacera a pele & do negro tecido do hábito, a luz vermelha que traz acesa no vão das coxas?
Despidas como mulheres sem vergonha de pecados, as paredes brancas da cela amarelecidas pelo uso que o tempo fez delas. Na da direita, o retângulo de tímida claridade marca a ausência do quadro do sangrante coração de virgem chorosa coroado por espinhos, que preferiu esconder debaixo do desconfortável catre.
Com perversidade de sorriso separa o pregueado de carnes da vagina & a cada vez que principia a atormentar o botão da cona com o dedo maior da mão direita, na noite silenciosa uma caixinha de música começa a tocar apenas para ela uma marcha nupcial ou fúnebre, uma cantiga de ninar ou uma imunda canção de bordel.
Todo o tempo durante o dia, quase basta apenas desejar, alcança orgasmos; porém só a essa hora, após a última prece com as outras, empenha-se em atingir a totalidade de um gozo sem barreiras, uma gozada que anseia, um dia, além de ensopar lençóis, alague a cela & faça boiar em inundação de oceanos de meleca de animal feminino toda a pouca mobília velha sem brilho & sem requintes.
Em frente, o crucifixo de madeira escura assiste compassivo como um imobilizado marido de muitas tantas em milênios. “Meu cheiro guiará a ascensão aos céus de teu sacralizado pênis de carne mole em monumental caralho arrombador”, recita, pensando obscena.
Fecha os olhos para despertar de adormecida com a pele encharcada de tempestade. Um relâmpago a atinge na testa como estigma, desce pelos ombros, cocegueia os limites redondosos dos seios, dá pontapés furiosos querendo invadir o umbigo até finalmente explodir faiscante pleno de eletricidade na ponta do dedo.
Entesante dor que dói na mais profunda porta das entranhas de seu ventre, que, sabe, está lacrada por sobrenatural cadeado com que o mistério trancou seu útero no colchão dos sete anos, pois a membrana de seu hímen estava reservada como eleita oferenda para místico defloramento.
Amedrontada enxerga-se em sua própria sombra, que como um enorme espelho a reflete em longo traje de fartos panos negros, como um demônio escarrando purezas sobre sua devassidão nua.
A dor na alma esfaqueia seu ventre dando-lhe ganas de defecar montanhas, cordilheiras inteiras de vergonha & frustração.
A revolta dos punhos cerrados ignora o perigo da possibilidade de sangue, espanca a parede desejando que fosse vidro, até que a visão negra esteja reduzida a cacos sem significado espalhados pelo chão.
No deleite, lambe os filetes de sangue dos pulsos como se fosse esperma vermelho.
A chuva dos olhos lava a hemorragia, seu rosto & cicatriza as feridas.
Ajoelha-se & começa a juntar os pedaços de sua vida, como se montasse um bilhete rasgado, para conhecer do quebra cabeças a ser lido em lembranças.
A mãe, boçal bruaca, fanatizada beata supersticiosa de em tudo & todos ver demonices, achou por penitência a dá-la à luz em bastardice & para as imundícies inconfessáveis de sua ignorância, chamá-la Messalina.
Dia de repente, sem ser convocada a bruxa velha do lugar chegou antes do padre requisitado. O diabo não tem cheiro, dizem, mas as feiticeiras sentem.
Com as gengivas desdentadas, mordeu a maçã podre do livre arbítrio original, gargalhou dos vermes agitados que só ela enxergava no ventre infantil & recitou seu oráculo: “Não importa que chore sangue ou transpire lágrimas, sofrimento nenhum será capaz de expulsar teu sorriso, pois é bendita tua possessão & te abençoo com o anátema da depravada da Babilônia: Não tema. Quando, em mais seis anos, teu primeiro sangramento sem corte escorrer como pranto do vão de tuas coxas, Ele virá para cuidar das maravilhas de tuas carnes, escarrando prazeres em tua alma até o dia de tua morte, como verdugo, carrasco, violador. E você o acolherá, o mandante máximo do marquesado da Verdadeira Luz, como deus, pai & único senhor”.
O tardo cura foi mais direto ao nominá-la rameira endemoniada & vociferou seu divinatório num latim que não entendia, mas que compreendeu claramente profetizando-a anatematizada: “Estará sempre na escuridão, justamente porque amaldiçoada por elegida meretriz para indecente pasto da degenerada luz. Atirarão cinzas em tua grinalda nupcial & arroz podre em teu caixão. Tua terra última, maldito rio de vérmina, será mesa para banquete de imundícies de mendigos, coxos, cegos, leprosos & endemoniados. Teu filho, será um feto gangrenado que de cócoras, como um animal, desovarás numa poça de fezes & urina. Outras fêmeas, desde o início dos tempos, trazem entre as pernas a carne da vida, entre as tuas será erguida a mansão dos mortos. Pois, amaldiçoada eleita, tua vagina é ruína envenenada.”
Decidido: por toda sua vida deveria, intacta de macho, caminhar incendiada em chamas nos incendiados chãos dos infernos que lhe diziam.
A mãe resolveu purgar a purificação de sua maldição, entregando-a a religiosas reclusas.
Cerra os olhos sem cobrir o despudor, apesar de as unhas do frio da madrugada agora imporem arranhados arrepios à pele de suas coxas, quadris & seios.
Apaga a luz testemunhal, tranca as pernas com força.
Sim, Ele está lá.
Não, o crucifixo não brilha na escuridão.
Irmã Tereza sempre adormecia serena após experienciar tais êxtases.
Não nessa noite que no instante de tempo após as doze, brilharia o dia de seu ano trinta & três.
O silêncio mata o eco da décima segunda badalada.

Trancada não sabe onde, apenas uma masmorra escura iluminada por alguma tênue fonte de lua que não tem origem possível de ser identificada.
Olha maravilhada para as cores do sonho, mas é atraída por cada sombra atrás delas & vê em cada uma porta atrás de cada uma. Sente-se aterrorizada, mas quer atravessar cada uma delas, apesar do chamativo cheiro hipnótico do perigo do desconhecido.
Passos pesados pisando o chão de pedra.
Quer, mas nem tenta se esconder, pois não há onde.
Encolhe-se num canto, na esperança impossível de não ser enxergada.
O torso masculino despido é forte, não há como definir seu rosto, mas ela sabe que ele lhe é familiar desde o início de seus tempos de sempre de mulher desejosa.
Véu arrancado, agarrada pelos cabelos, a face forçada contra a aspereza da parede, os seios esmagados, mamilos lixados na pedra, a mão forte apertando sua cona, quase moída até além do limite do suportável. Não grita, pois não será ouvida nem mesmo por seu medo & pressente que as consequências podem ser ainda mais dolorosas. Soca as mãos contra a parede até sentir o sangue revelar seu sofrimento em vermelho & apenas chora, chora como se quisesse transformar seu corpo em areia seca.
A voz ordena:- “Quero que grite, rameira ordinária; grite forte para que ninguém que queira possa ouvi-la & para que eu, que ordeno, possa me deliciar com teu padecimento de prostituta santificada.
A bofetada a atira ao chão & os cabelos puxados com ainda maior violência levam-na a rastejar degradada, conduzida com agressividade & violência como cadela a ser abatida por maldade gratuita.
Sente-se envergonhada & enojada, porém, estranhamente deliciada pela agressão, numa sensação de êxtase além de qualquer sessão de preces ajoelhada sobre pedregulhos.
A voz responde gargalhando em deboche:- “Sim, terá seu desejo de depravada atendido”. Aos solavancos, seu coração pergunta como pode a voz ouvir seu implorado desejo de ser abusada & violada sem ter ela emitido qualquer palavra?
Seu rosto é uma máscara líquida de lágrimas, mucosidades & salivação. A doçura do pranto em desespero temperada com o sal da pele festejada em sofrimento na sevícia.
As tiras da chibata são passadas em seu rosto & o aroma do couro lhe transmite uma sensação agradável de paz. A luxúria nua de suas carnes não pode ser dissimulada.
A mão áspera em suas carnes nuas a manipula com autoridade, mostrando que qualquer reação ou hesitação serão inúteis & inadmissíveis. Ele se inclina & toca o buraco de seu ânus com a ponta da língua tarada, explorando a entrada de suas profundas intestinais, inalando em embriaguez a pestilência dos vapores fétidos das profundezas de seu mais imundo inferno, dilatando as narinas ofegantes ávidas pela podridão de sexo animalesco.
Seus sucos de fêmea alagam o piso de pedra.
O couro frio passeia serpenteante por suas nádegas & coxas.
Uma dor incendiária afogou seus gritos, quando a primeira chicotada queimou as carnes fartas de sua bunda.
Um suor frio a cobriu, fazendo-a temer afogar-se.
O segundo golpe rasgou fervente o centro de suas costas que logo são uma massa de marcas & vergões sobrepostos num desenho insano tingido na sanguinolência da flagelação impiedosa. Seus seios um amontoado de carnes maceradas em hematomas.
Mais três vergastadas destravaram o controle de suas entranhas & a urina verteu generosa da pulsante boca de carne de sua boceta inchada de prazer.
Experimentava um padecimento messiânico inimaginável, mas ansiava por renovadas etapas de tortura que o suplício sem tempo de terminar prometia trazer a cada não anunciado golpe do couro cru.
Um caralho diabólico exibiu-se a centímetros de sua boca. Hesitou por um instante, mas a sonora bofetada comandou a obediência à voz que cruamente ordenou:- “Engula!”. O sabor era repulsivo, porém, uma fome inexplicável fazia com que se aplicasse em degustar cada prega de pele daquele colosso de carne que a deixava com fôlego suficiente apenas para não desmaiar.
O flagelo continuava, a chibata descendo impiedosa sobre as carnes de suas costas, bunda & coxas. Adivinhava o sangue escorrendo em vermelhidão generosa sobre a brancura de sua pele.
O cacete monstruoso agora deslizava com desenvoltura por sua boca salivada & entrava com determinação confiante até além dos portais de sua garganta. Então uma pegajosa erupção de ronha impossível de engolir em sua totalidade explodiu, inundou sua boca & escorreu obscena por seus lábios, emporcalhando seu queixo & alagando o vão de suas tetas.
Uma nova bofetada a atirou no frio do chão, prostrada de costas.
E a voz sentenciou: “Chegada a hora de receber a suprema honra de ter por mim tomada a riqueza que para mim preservou por toda sua vida, desde teu primeiro mênstruo”.
As mãos ásperas separaram suas coxas ao máximo.
Sua respiração interrompeu-se em pavor de morte, quando da escuridão em sua frente emergiu inexplicavelmente um gigantesco pênis em chamas, aproximando-se lentamente de seu intocado buraco de feminilidade. Estranhamente, o medo a abandona & um desejo de serenidade infernal guia suas palavras:- “A puta por ti & para ti preservada implora pela suprema degradação de que sabe não ser digna, mas pela qual anseia em desespero”.
Seu cheiro de fêmea infestava o ambiente & agora assumia um aroma embriagante com o fedor de enxofre que se acentuava a cada centímetro de aproximação do caralho incandescente. Sentimento de calma feliz & formigamento nas carnes, na medida em que o calor aumentava. Um ataque de sensações deliciosas quando percebeu que seus pentelhos estavam queimando. O buraco de seu cu irradiando um calor intenso por todo o interior de seu ventre.
Mãos invisíveis agarraram seus quadris & o caralho incendiado penetrou profundamente de uma só estocada. A delícia era tanta que mantinha a dor anestesiada em tesão enlouquecido. Sentia-se rasgada, sabia que sangrava, “Sem derramamento de sangue não há remissão”, dizia o grande livro. Porém, só conseguia gritar num carnaval de felicidade, libertada de todos os pudores: “Ele está me fodendo, sua mais imunda carne de fome de perversões agradece, pois sabe que Ele a está FODENDO. É a mais prazerosa devassidão que uma cadela pode experimentar em vida”.
“Está absolutamente certa, puta. É depravação que só pode ser experienciada uma vez em vida”.
Ouviu a gargalhada da voz ir enfraquecendo em volume, até desaparecer no silêncio absoluto.

Manhã do dia de seu trigésimo terceiro aniversário, encontrada em sua cela, totalmente nua, portando apenas o véu, mãos cruzadas sobre os seios como em prece, um quase transparente filete brilhante de baba pegajosa como muco vaginal escorrendo vomitório do beatífico sorriso cadavérico que ostentava na tranquilidade da morte. Sufocada, os pulmões repletos por um líquido viscoso assemelhado a esperma. A vagina sangrando como se houvesse sido submetida a um defloramento místico por uma coroa de espinhos. No entanto, o exame ordenado pelo bispo, em obediência às determinações da Santa Sé atestou que era virgem intocada.
As freiras definiram três dias de velório, porém, como não houve ressurreição, Irmã Tereza, nome de batismo Messalina sem pai, foi sepultada no cemitério do convento, que, aliás, é vizinho de um prostíbulo. Como tudo em segredo foi, o sepulcro não se transformou em local de adoração & romarias, porém ali, na premência em aliviar as tripas da barriga, sempre vão mendigos, coxos, cegos, leprosos & endemoniados.
A minúscula forma viva que chorava no chão numa poça de fezes & urina foi queimada em fogueira.
(Assim, aprisionado pelo inviolável segredo do sacramento da Reconciliação, aqui relato, palavra por palavra, com penitente absoluta fidelidade aos detalhes, tudo quanto, como narrado me foi em orgulhosa abjeta confissão bandalha, entrecortada por obscenas gargalhadas & barulhos de intestinos debochados, pelo próprio senhor Marquês de Fera Lux)
(E que algum alguém de luz alguma outra - se existir, o que ora passo a duvidar ante ouvidos tornados depositários de tal abominação - me perdoe a corda de Judas que em desesperança suicida vou me dar)

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Caminhante nas Profundezas de Greta


No caos da liberdade das crianças endemoniadas, na ilusão da eletricidade do sem tempo, para acabar no Verão da Foda Sem Limites.

Céu azul de maçãs verdes na cabeça & paraíso de morangos com diamantes no coração.

Assim estávamos bêbadodançantes como que dentro de um rock and roll que jamais cessaria de tocar.

Entrou sorrindo o mesmo “Oi” gracioso de sempre, Me entregou o livro, andando em direção ao banheiro com a intimidade de quase namorada, embora fosse só uma piquenique trepada de maior frequência, já abaixando o jeans desbotado, sentou no vaso para urinar.

Joguei o livro com violência contra a parede.

Havia terminado o “Sade” & o considerado “pitoresco”.

“Sua VACA, teu sobrenome é PU-TA!!!”

Sabia que Eu sabia, & todos sabiam, que tinha chupado a rola do professor de Literatura pela nota alta na prova.

Com a mesma naturalidade infantil de sempre, chupou com gulodice pervertida o dedo mergulhado na boceta acabada de mijar.

“Então, por que não me espanca?

Seus medos morrendo no sorriso devasso em libertinagem, caminhou para a cama como bruxa querendo ser fodida pelo carrasco antes de ser queimada, dobrou-se, enterrou o rosto no travesseiro, empinou o traseiro, separou as nádegas, exibiu provocantemente o diafragmático piscante esfíncter do cu & disse: “Bunda, meu nome é VagaBunda”. Provocação pra não deixar de barato, nem com praga de mãe solteira argentina.

Com tranquila & estudada perversidade desafivelei o cinto de couro grosso, pesado mas flexível, puxei-o fora da cintura, empunhei uma das extremidades, deixei que ele se desenrolasse pendente até seu comprimento total & então o dobrei & comecei a imaginar como seria golpear seu traseiro macio com aquela coisa & fazê-la sofrer como nunca pela primeira vez .

Meu pau imediatamente começou a querer rasgar a cueca.

Acariciei seus brancos hemisférios glúteos. Um desvio rápido para baixo & a umidade entre suas pernas queimou a palma de Minha mão.
Dois dedos em sua viscosa racha alagada. Arqueou as costas, começou a balançar a bunda & a se masturbar, empinando mais o rabo.

Então, menos do que de repente, baixei o couro em sua carne nua. O som pareceu pior do que a dor que causaria. Formiguejamento, latejamento, dor. Greta berra que está incendiada. Por um segundo de tempo interminável em que as paredes ainda ecoavam o ruído da chibatada admirei o espesso vergão vermelho tatuado em sua bochecha direita de sentar. O calor se irradia de seu útero, caminha por seu estômago, rasteja por seu peito fazendo as tetas incharem & os bicos formigarem endurecidos. A langonha de sua chavasca ferve & borbulha na ansiedade de chicotadas vindouras sem serem anunciadas & se derrama para fora das pregas escorrendo meloso coxas abaixo. Senti-Me como se tivesse Me preparado a vida toda para esse momento depravado.

Deliciado, passei a bater sem piedade, metodicamente levantando o cinto cada vez mais ao alto & o arremessando em seu corpo com cada vez maior violência, flagelando seu traseiro, costas & coxas da esquerda para a direita, da direita para a esquerda. Golpes num ritmo constante. Carnes mordidas em espancamento. Coberta por vergões vermelhos & escuros. Cada açoite um novo ponto de martírio aflorando em sua pele. Seus gemidos agora grunhidos suaves, o cheiro entre suas pernas cresce mais forte. Seus gemidos finalmente se libertam em gritos.

A fragrância adstringente de seus sucos. Sua fúria masturbatória acelerava enlouquecida. A dor era muito mais intensa do que Greta estava preparada. Gemia quase que silenciosamente para não ser ouvida. As lágrimas transbordavam quentes pela dor flamejante & pela degradação enquanto fêmea. Sua respiração era irregular, mas grunhia com uma energia animal que Eu desconhecia. Esmurrava o colchão com ferocidade de punhos fechados. Gritava sabendo que ninguém a ouviria ou socorreria. Bunda em agonia, ronronava “por favor”, suplicando para que Eu parasse, implorando para que Eu continuasse, mais forte, mais forte & mais forte, pois sabia que Minha misericórdia não seria realmente misericórdia.


O cinturão de couro com quase vida própria pela sádica ventriloquia de Minha mão cerrada em ferro: desanquei-lhe uma surra de impiedosas vergastadas até o branco das carnes virar vermelho & o vermelho virar sangue escorrendo bonito. A cadela não deu um pio, como aprendia que devia ser. Sempre há um período variável até que a alma da puta desabroche emergida da humilhação da mera fêmea & aprenda que a flagelação apodrece a vontade enquanto solidifica o tesão como granito. 

O barulho do couro contra a carne nua, os gritos de sofrimento da pele lacerada das costas. O som do cinto vergastando carne secundado por choro feminino. Mistura para melodia de fazer dançar demônios, na severidade da punição.

Eu tinha uma gigantesca maçã verde pulsando alucinógenos tesões elétricos dentro do saco. Gargalho em silêncio sádico, embriagado pelo odor de couro fresco temperado em maldade & encharcado em suor de vadia martirizada.

Greta, incendiadas costas & bunda mastigada no couro, encaracolou-se numa postura acrobática, abriu as coxas, separou com os dedos as dobras carnosas, ostentou desafiadora o arreganhado buraco de mijar & implorou, mesmo sem dizer palavra, que lhe encaralhasse a visguenta cloaca urinante.

Em sua ensolarada loirice , Greta contrastava uma espessa plantação de noturnis diamantes encrespados brilhando generosos no vão das coxas, em volta do morango sanguíneo do grelo inchado, enluarando o topo do centro do céu da boca da cona.

A escancarada bocarra de entrada para queda em seu diabólico abismo de fêmea, início para a caminhada pelo infernal labirinto de obscenas perversões de clandestina prostituta devassa.

Depravação e a pestilência dos vapores fétidos das profundezas do inferno profundezas de Greta chegam às Minhas narinas ávidas pela podridão do sexo animalesco.

Na escuridão da noite de verão cheirando à transpiração salgada de jardim de vão de coxas de degenerada entesada no cio, de cadela implorando para ser submetida em escravidão, na noite pegajosa de suor de aroma feminino do pântano viscoso da rameira degradada, Eu sou o passageiro noturno das delícias do sofrimento de Greta.

Sou o caminhante que percorre os caminhos do prazer de Greta em sofrimento & explora os subúrbios escuros, desconhecidos & proibidos de seus interditos apetites  clandestinos.

O corpo em carne viva, alma em agonia.

Súplicas de tesão imploram por satisfações à carne, imploram pela violência caralhante, ereta & endurecida, firme desafiante & desafiadora de Meu cacete.

Moldado por Minha perversidade animalizado prostituto trapo de carne para uso de Meu Foder, sob a artística violência de Meus espancamentos, padece enlouquecida no enterramento de Meu pau.

Cada golada de Meu mijo que ela bebe detona um demoníaco riff elétrico na Minha cabeça & desce como um ensandecido acorde de guitarra no infernal concerto de rock que tenho acontecendo em Meu saco. Sua boca vomita rosas de beijos para melhor engolir os escarros da ronha de Meu caralho. Então, são cometas de gordas gotas de esporra pegajosa devorados por sua garganta de depravada recém nascida na dor.

Totalmente emporcalhada por sucos seus & mucos Meus, escorrendo lágrimas de dor & degradação humilhada, soube apenas dizer: “Obrigada por me mostrar que o inferno é tão quente como dizem, mas não tão feio quanto pintam”.

Estouro-lhe uma bofetada na cara: “A natureza não tem moral”.

Greta sorri seu sorriso mais sorriso desde o mais fundo de suas profundezas até o sorriso malicioso em seus lábios de morangos eternos.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Como Rehabilitar Um Invalido



COMO REHABILITAR UM INVALIDO

Devo participar aos amigos que um mestre em SM me impoz a tarefa de compor glosas para um motte que synthetizasse as dores do perdedor da visão, permanentemente vendado, quando submettido a um normovisual.
Taes dores seriam quattro, duas decorrentes da propria cegueira e duas do sadomasochismo:

Dor physica pela privação do sentido e consequentes limitações;
Dor psychologica pela memoria visual e sentimento da perda;
Dor physica pelo sacrificio corporal na dominação;
Dor psychologica pela expectativa de imprevistos castigos/abusos.

Assim me desincumbi da missão.

MOTTE:

"Sorri, na dor, a carne", e um olho cego,
na dor, brilha, por quattro vezes brilha.
Me escreve um mestre sadico, e me entrego,
em glosas, a seguil-o nessa trilha.


GLOSAS:

Àquelle que perdeu a vista, são
as dores até quattro. Na primeira,
é physica a agonia: a gente cheira,
escuta, appalpa, e o gosto amargo é tão
mais forte, emquanto o doce, agora, não.
A cruz que, na cegueira, hoje carrego
mais pesa a cada passo e mais um prego
me fura a mão a cada gesto, amen!
Mas, pelo olhar daquelle que vê bem,
sorri, na dor, a carne e um olho cego.

Alem da escuridão, tem a segunda
dor cunho psychologico. A lembrança
daquillo que enxerguei sempre me lança,
em sonho, à profundeza mais profunda,
tal como um cagalhão na fossa immunda.
Jamais, ao accordar, se desvencilha
a gente desse sonho, maravilha
que foi, tão colorido. Assim, eu creio
nos sadicos: meu olho, ao olho alheio,
na dor brilha, por quattro vezes brilha.

Si o cego masochista for, terceira
dor sente ao se entregar nas mãos de alguem
que delle se utilize e goze, sem
escrupulos. Gostosa brincadeira
é ver-me, um verme fragil a quem queira
tormentos inventar. Eu não sossego
aos pés de quem maltracta um pobre cego:
rastejo, me adjoelho, lambo, chupo,
appanho... Ao acceitar-me no seu grupo,
me escreve um mestre sadico, e me entrego.

Si é physica a terceira dor, a quarta,
de novo, é psychologica. Domina
um cego quem na bocca, qual latrina,
lhe mija, quem assim goza e se farta.
Comtudo, é de dar medo a branca charta
que o sadico detem emquanto humilha.
Quem sabe o que virá? Mesmo "baunilha"
não sendo, o cego soffre... Um tapa? Um chute?
Me ponho (e não serei eu quem discute),
em glosas a seguil-o nessa trilha.