terça-feira, 15 de agosto de 2017

Meretricem Delirium


A luz fraca sobre a cabeceira é suficiente para imperar luminosidade sem estardalhaço sobre a total linda nudez exposta de suas carnes de fêmea.
Conserva somente o véu, não por deboche, apenas porque não suporta que vejam, ou ver no espelho, seu rosto emoldurado por cabelos picotados em perverso descuido vingativo. De que valia teria nesse momento manter monacais trajes, se Ele pode enxergar, através do grosso linho que lacera a pele & do negro tecido do hábito, a luz vermelha que traz acesa no vão das coxas?
Despidas como mulheres sem vergonha de pecados, as paredes brancas da cela amarelecidas pelo uso que o tempo fez delas. Na da direita, o retângulo de tímida claridade marca a ausência do quadro do sangrante coração de virgem chorosa coroado por espinhos, que preferiu esconder debaixo do desconfortável catre.
Com perversidade de sorriso separa o pregueado de carnes da vagina & a cada vez que principia a atormentar o botão da cona com o dedo maior da mão direita, na noite silenciosa uma caixinha de música começa a tocar apenas para ela uma marcha nupcial ou fúnebre, uma cantiga de ninar ou uma imunda canção de bordel.
Todo o tempo durante o dia, quase basta apenas desejar, alcança orgasmos; porém só a essa hora, após a última prece com as outras, empenha-se em atingir a totalidade de um gozo sem barreiras, uma gozada que anseia, um dia, além de ensopar lençóis, alague a cela & faça boiar em inundação de oceanos de meleca de animal feminino toda a pouca mobília velha sem brilho & sem requintes.
Em frente, o crucifixo de madeira escura assiste compassivo como um imobilizado marido de muitas tantas em milênios. “Meu cheiro guiará a ascensão aos céus de teu sacralizado pênis de carne mole em monumental caralho arrombador”, recita, pensando obscena.
Fecha os olhos para despertar de adormecida com a pele encharcada de tempestade. Um relâmpago a atinge na testa como estigma, desce pelos ombros, cocegueia os limites redondosos dos seios, dá pontapés furiosos querendo invadir o umbigo até finalmente explodir faiscante pleno de eletricidade na ponta do dedo.
Entesante dor que dói na mais profunda porta das entranhas de seu ventre, que, sabe, está lacrada por sobrenatural cadeado com que o mistério trancou seu útero no colchão dos sete anos, pois a membrana de seu hímen estava reservada como eleita oferenda para místico defloramento.
Amedrontada enxerga-se em sua própria sombra, que como um enorme espelho a reflete em longo traje de fartos panos negros, como um demônio escarrando purezas sobre sua devassidão nua.
A dor na alma esfaqueia seu ventre dando-lhe ganas de defecar montanhas, cordilheiras inteiras de vergonha & frustração.
A revolta dos punhos cerrados ignora o perigo da possibilidade de sangue, espanca a parede desejando que fosse vidro, até que a visão negra esteja reduzida a cacos sem significado espalhados pelo chão.
No deleite, lambe os filetes de sangue dos pulsos como se fosse esperma vermelho.
A chuva dos olhos lava a hemorragia, seu rosto & cicatriza as feridas.
Ajoelha-se & começa a juntar os pedaços de sua vida, como se montasse um bilhete rasgado, para conhecer do quebra cabeças a ser lido em lembranças.
A mãe, boçal bruaca, fanatizada beata supersticiosa de em tudo & todos ver demonices, achou por penitência a dá-la à luz em bastardice & para as imundícies inconfessáveis de sua ignorância, chamá-la Messalina.
Dia de repente, sem ser convocada a bruxa velha do lugar chegou antes do padre requisitado. O diabo não tem cheiro, dizem, mas as feiticeiras sentem.
Com as gengivas desdentadas, mordeu a maçã podre do livre arbítrio original, gargalhou dos vermes agitados que só ela enxergava no ventre infantil & recitou seu oráculo: “Não importa que chore sangue ou transpire lágrimas, sofrimento nenhum será capaz de expulsar teu sorriso, pois é bendita tua possessão & te abençoo com o anátema da depravada da Babilônia: Não tema. Quando, em mais seis anos, teu primeiro sangramento sem corte escorrer como pranto do vão de tuas coxas, Ele virá para cuidar das maravilhas de tuas carnes, escarrando prazeres em tua alma até o dia de tua morte, como verdugo, carrasco, violador. E você o acolherá, o mandante máximo do marquesado da Verdadeira Luz, como deus, pai & único senhor”.
O tardo cura foi mais direto ao nominá-la rameira endemoniada & vociferou seu divinatório num latim que não entendia, mas que compreendeu claramente profetizando-a anatematizada: “Estará sempre na escuridão, justamente porque amaldiçoada por elegida meretriz para indecente pasto da degenerada luz. Atirarão cinzas em tua grinalda nupcial & arroz podre em teu caixão. Tua terra última, maldito rio de vérmina, será mesa para banquete de imundícies de mendigos, coxos, cegos, leprosos & endemoniados. Teu filho, será um feto gangrenado que de cócoras, como um animal, desovarás numa poça de fezes & urina. Outras fêmeas, desde o início dos tempos, trazem entre as pernas a carne da vida, entre as tuas será erguida a mansão dos mortos. Pois, amaldiçoada eleita, tua vagina é ruína envenenada.”
Decidido: por toda sua vida deveria, intacta de macho, caminhar incendiada em chamas nos incendiados chãos dos infernos que lhe diziam.
A mãe resolveu purgar a purificação de sua maldição, entregando-a a religiosas reclusas.
Cerra os olhos sem cobrir o despudor, apesar de as unhas do frio da madrugada agora imporem arranhados arrepios à pele de suas coxas, quadris & seios.
Apaga a luz testemunhal, tranca as pernas com força.
Sim, Ele está lá.
Não, o crucifixo não brilha na escuridão.
Irmã Tereza sempre adormecia serena após experienciar tais êxtases.
Não nessa noite que no instante de tempo após as doze, brilharia o dia de seu ano trinta & três.
O silêncio mata o eco da décima segunda badalada.

Trancada não sabe onde, apenas uma masmorra escura iluminada por alguma tênue fonte de lua que não tem origem possível de ser identificada.
Olha maravilhada para as cores do sonho, mas é atraída por cada sombra atrás delas & vê em cada uma porta atrás de cada uma. Sente-se aterrorizada, mas quer atravessar cada uma delas, apesar do chamativo cheiro hipnótico do perigo do desconhecido.
Passos pesados pisando o chão de pedra.
Quer, mas nem tenta se esconder, pois não há onde.
Encolhe-se num canto, na esperança impossível de não ser enxergada.
O torso masculino despido é forte, não há como definir seu rosto, mas ela sabe que ele lhe é familiar desde o início de seus tempos de sempre de mulher desejosa.
Véu arrancado, agarrada pelos cabelos, a face forçada contra a aspereza da parede, os seios esmagados, mamilos lixados na pedra, a mão forte apertando sua cona, quase moída até além do limite do suportável. Não grita, pois não será ouvida nem mesmo por seu medo & pressente que as consequências podem ser ainda mais dolorosas. Soca as mãos contra a parede até sentir o sangue revelar seu sofrimento em vermelho & apenas chora, chora como se quisesse transformar seu corpo em areia seca.
A voz ordena:- “Quero que grite, rameira ordinária; grite forte para que ninguém que queira possa ouvi-la & para que eu, que ordeno, possa me deliciar com teu padecimento de prostituta santificada.
A bofetada a atira ao chão & os cabelos puxados com ainda maior violência levam-na a rastejar degradada, conduzida com agressividade & violência como cadela a ser abatida por maldade gratuita.
Sente-se envergonhada & enojada, porém, estranhamente deliciada pela agressão, numa sensação de êxtase além de qualquer sessão de preces ajoelhada sobre pedregulhos.
A voz responde gargalhando em deboche:- “Sim, terá seu desejo de depravada atendido”. Aos solavancos, seu coração pergunta como pode a voz ouvir seu implorado desejo de ser abusada & violada sem ter ela emitido qualquer palavra?
Seu rosto é uma máscara líquida de lágrimas, mucosidades & salivação. A doçura do pranto em desespero temperada com o sal da pele festejada em sofrimento na sevícia.
As tiras da chibata são passadas em seu rosto & o aroma do couro lhe transmite uma sensação agradável de paz. A luxúria nua de suas carnes não pode ser dissimulada.
A mão áspera em suas carnes nuas a manipula com autoridade, mostrando que qualquer reação ou hesitação serão inúteis & inadmissíveis. Ele se inclina & toca o buraco de seu ânus com a ponta da língua tarada, explorando a entrada de suas profundas intestinais, inalando em embriaguez a pestilência dos vapores fétidos das profundezas de seu mais imundo inferno, dilatando as narinas ofegantes ávidas pela podridão de sexo animalesco.
Seus sucos de fêmea alagam o piso de pedra.
O couro frio passeia serpenteante por suas nádegas & coxas.
Uma dor incendiária afogou seus gritos, quando a primeira chicotada queimou as carnes fartas de sua bunda.
Um suor frio a cobriu, fazendo-a temer afogar-se.
O segundo golpe rasgou fervente o centro de suas costas que logo são uma massa de marcas & vergões sobrepostos num desenho insano tingido na sanguinolência da flagelação impiedosa. Seus seios um amontoado de carnes maceradas em hematomas.
Mais três vergastadas destravaram o controle de suas entranhas & a urina verteu generosa da pulsante boca de carne de sua boceta inchada de prazer.
Experimentava um padecimento messiânico inimaginável, mas ansiava por renovadas etapas de tortura que o suplício sem tempo de terminar prometia trazer a cada não anunciado golpe do couro cru.
Um caralho diabólico exibiu-se a centímetros de sua boca. Hesitou por um instante, mas a sonora bofetada comandou a obediência à voz que cruamente ordenou:- “Engula!”. O sabor era repulsivo, porém, uma fome inexplicável fazia com que se aplicasse em degustar cada prega de pele daquele colosso de carne que a deixava com fôlego suficiente apenas para não desmaiar.
O flagelo continuava, a chibata descendo impiedosa sobre as carnes de suas costas, bunda & coxas. Adivinhava o sangue escorrendo em vermelhidão generosa sobre a brancura de sua pele.
O cacete monstruoso agora deslizava com desenvoltura por sua boca salivada & entrava com determinação confiante até além dos portais de sua garganta. Então uma pegajosa erupção de ronha impossível de engolir em sua totalidade explodiu, inundou sua boca & escorreu obscena por seus lábios, emporcalhando seu queixo & alagando o vão de suas tetas.
Uma nova bofetada a atirou no frio do chão, prostrada de costas.
E a voz sentenciou: “Chegada a hora de receber a suprema honra de ter por mim tomada a riqueza que para mim preservou por toda sua vida, desde teu primeiro mênstruo”.
As mãos ásperas separaram suas coxas ao máximo.
Sua respiração interrompeu-se em pavor de morte, quando da escuridão em sua frente emergiu inexplicavelmente um gigantesco pênis em chamas, aproximando-se lentamente de seu intocado buraco de feminilidade. Estranhamente, o medo a abandona & um desejo de serenidade infernal guia suas palavras:- “A puta por ti & para ti preservada implora pela suprema degradação de que sabe não ser digna, mas pela qual anseia em desespero”.
Seu cheiro de fêmea infestava o ambiente & agora assumia um aroma embriagante com o fedor de enxofre que se acentuava a cada centímetro de aproximação do caralho incandescente. Sentimento de calma feliz & formigamento nas carnes, na medida em que o calor aumentava. Um ataque de sensações deliciosas quando percebeu que seus pentelhos estavam queimando. O buraco de seu cu irradiando um calor intenso por todo o interior de seu ventre.
Mãos invisíveis agarraram seus quadris & o caralho incendiado penetrou profundamente de uma só estocada. A delícia era tanta que mantinha a dor anestesiada em tesão enlouquecido. Sentia-se rasgada, sabia que sangrava, “Sem derramamento de sangue não há remissão”, dizia o grande livro. Porém, só conseguia gritar num carnaval de felicidade, libertada de todos os pudores: “Ele está me fodendo, sua mais imunda carne de fome de perversões agradece, pois sabe que Ele a está FODENDO. É a mais prazerosa devassidão que uma cadela pode experimentar em vida”.
“Está absolutamente certa, puta. É depravação que só pode ser experienciada uma vez em vida”.
Ouviu a gargalhada da voz ir enfraquecendo em volume, até desaparecer no silêncio absoluto.

Manhã do dia de seu trigésimo terceiro aniversário, encontrada em sua cela, totalmente nua, portando apenas o véu, mãos cruzadas sobre os seios como em prece, um quase transparente filete brilhante de baba pegajosa como muco vaginal escorrendo vomitório do beatífico sorriso cadavérico que ostentava na tranquilidade da morte. Sufocada, os pulmões repletos por um líquido viscoso assemelhado a esperma. A vagina sangrando como se houvesse sido submetida a um defloramento místico por uma coroa de espinhos. No entanto, o exame ordenado pelo bispo, em obediência às determinações da Santa Sé atestou que era virgem intocada.
As freiras definiram três dias de velório, porém, como não houve ressurreição, Irmã Tereza, nome de batismo Messalina sem pai, foi sepultada no cemitério do convento, que, aliás, é vizinho de um prostíbulo. Como tudo em segredo foi, o sepulcro não se transformou em local de adoração & romarias, porém ali, na premência em aliviar as tripas da barriga, sempre vão mendigos, coxos, cegos, leprosos & endemoniados.
A minúscula forma viva que chorava no chão numa poça de fezes & urina foi queimada em fogueira.
(Assim, aprisionado pelo inviolável segredo do sacramento da Reconciliação, aqui relato, palavra por palavra, com penitente absoluta fidelidade aos detalhes, tudo quanto, como narrado me foi em orgulhosa abjeta confissão bandalha, entrecortada por obscenas gargalhadas & barulhos de intestinos debochados, pelo próprio senhor Marquês de Fera Lux)
(E que algum alguém de luz alguma outra - se existir, o que ora passo a duvidar ante ouvidos tornados depositários de tal abominação - me perdoe a corda de Judas que em desesperança suicida vou me dar)

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Caminhante nas Profundezas de Greta


No caos da liberdade das crianças endemoniadas, na ilusão da eletricidade do sem tempo, para acabar no Verão da Foda Sem Limites.

Céu azul de maçãs verdes na cabeça & paraíso de morangos com diamantes no coração.

Assim estávamos bêbadodançantes como que dentro de um rock and roll que jamais cessaria de tocar.

Entrou sorrindo o mesmo “Oi” gracioso de sempre, Me entregou o livro, andando em direção ao banheiro com a intimidade de quase namorada, embora fosse só uma piquenique trepada de maior frequência, já abaixando o jeans desbotado, sentou no vaso para urinar.

Joguei o livro com violência contra a parede.

Havia terminado o “Sade” & o considerado “pitoresco”.

“Sua VACA, teu sobrenome é PU-TA!!!”

Sabia que Eu sabia, & todos sabiam, que tinha chupado a rola do professor de Literatura pela nota alta na prova.

Com a mesma naturalidade infantil de sempre, chupou com gulodice pervertida o dedo mergulhado na boceta acabada de mijar.

“Então, por que não me espanca?

Seus medos morrendo no sorriso devasso em libertinagem, caminhou para a cama como bruxa querendo ser fodida pelo carrasco antes de ser queimada, dobrou-se, enterrou o rosto no travesseiro, empinou o traseiro, separou as nádegas, exibiu provocantemente o diafragmático piscante esfíncter do cu & disse: “Bunda, meu nome é VagaBunda”. Provocação pra não deixar de barato, nem com praga de mãe solteira argentina.

Com tranquila & estudada perversidade desafivelei o cinto de couro grosso, pesado mas flexível, puxei-o fora da cintura, empunhei uma das extremidades, deixei que ele se desenrolasse pendente até seu comprimento total & então o dobrei & comecei a imaginar como seria golpear seu traseiro macio com aquela coisa & fazê-la sofrer como nunca pela primeira vez .

Meu pau imediatamente começou a querer rasgar a cueca.

Acariciei seus brancos hemisférios glúteos. Um desvio rápido para baixo & a umidade entre suas pernas queimou a palma de Minha mão.
Dois dedos em sua viscosa racha alagada. Arqueou as costas, começou a balançar a bunda & a se masturbar, empinando mais o rabo.

Então, menos do que de repente, baixei o couro em sua carne nua. O som pareceu pior do que a dor que causaria. Formiguejamento, latejamento, dor. Greta berra que está incendiada. Por um segundo de tempo interminável em que as paredes ainda ecoavam o ruído da chibatada admirei o espesso vergão vermelho tatuado em sua bochecha direita de sentar. O calor se irradia de seu útero, caminha por seu estômago, rasteja por seu peito fazendo as tetas incharem & os bicos formigarem endurecidos. A langonha de sua chavasca ferve & borbulha na ansiedade de chicotadas vindouras sem serem anunciadas & se derrama para fora das pregas escorrendo meloso coxas abaixo. Senti-Me como se tivesse Me preparado a vida toda para esse momento depravado.

Deliciado, passei a bater sem piedade, metodicamente levantando o cinto cada vez mais ao alto & o arremessando em seu corpo com cada vez maior violência, flagelando seu traseiro, costas & coxas da esquerda para a direita, da direita para a esquerda. Golpes num ritmo constante. Carnes mordidas em espancamento. Coberta por vergões vermelhos & escuros. Cada açoite um novo ponto de martírio aflorando em sua pele. Seus gemidos agora grunhidos suaves, o cheiro entre suas pernas cresce mais forte. Seus gemidos finalmente se libertam em gritos.

A fragrância adstringente de seus sucos. Sua fúria masturbatória acelerava enlouquecida. A dor era muito mais intensa do que Greta estava preparada. Gemia quase que silenciosamente para não ser ouvida. As lágrimas transbordavam quentes pela dor flamejante & pela degradação enquanto fêmea. Sua respiração era irregular, mas grunhia com uma energia animal que Eu desconhecia. Esmurrava o colchão com ferocidade de punhos fechados. Gritava sabendo que ninguém a ouviria ou socorreria. Bunda em agonia, ronronava “por favor”, suplicando para que Eu parasse, implorando para que Eu continuasse, mais forte, mais forte & mais forte, pois sabia que Minha misericórdia não seria realmente misericórdia.


O cinturão de couro com quase vida própria pela sádica ventriloquia de Minha mão cerrada em ferro: desanquei-lhe uma surra de impiedosas vergastadas até o branco das carnes virar vermelho & o vermelho virar sangue escorrendo bonito. A cadela não deu um pio, como aprendia que devia ser. Sempre há um período variável até que a alma da puta desabroche emergida da humilhação da mera fêmea & aprenda que a flagelação apodrece a vontade enquanto solidifica o tesão como granito. 

O barulho do couro contra a carne nua, os gritos de sofrimento da pele lacerada das costas. O som do cinto vergastando carne secundado por choro feminino. Mistura para melodia de fazer dançar demônios, na severidade da punição.

Eu tinha uma gigantesca maçã verde pulsando alucinógenos tesões elétricos dentro do saco. Gargalho em silêncio sádico, embriagado pelo odor de couro fresco temperado em maldade & encharcado em suor de vadia martirizada.

Greta, incendiadas costas & bunda mastigada no couro, encaracolou-se numa postura acrobática, abriu as coxas, separou com os dedos as dobras carnosas, ostentou desafiadora o arreganhado buraco de mijar & implorou, mesmo sem dizer palavra, que lhe encaralhasse a visguenta cloaca urinante.

Em sua ensolarada loirice , Greta contrastava uma espessa plantação de noturnis diamantes encrespados brilhando generosos no vão das coxas, em volta do morango sanguíneo do grelo inchado, enluarando o topo do centro do céu da boca da cona.

A escancarada bocarra de entrada para queda em seu diabólico abismo de fêmea, início para a caminhada pelo infernal labirinto de obscenas perversões de clandestina prostituta devassa.

Depravação e a pestilência dos vapores fétidos das profundezas do inferno profundezas de Greta chegam às Minhas narinas ávidas pela podridão do sexo animalesco.

Na escuridão da noite de verão cheirando à transpiração salgada de jardim de vão de coxas de degenerada entesada no cio, de cadela implorando para ser submetida em escravidão, na noite pegajosa de suor de aroma feminino do pântano viscoso da rameira degradada, Eu sou o passageiro noturno das delícias do sofrimento de Greta.

Sou o caminhante que percorre os caminhos do prazer de Greta em sofrimento & explora os subúrbios escuros, desconhecidos & proibidos de seus interditos apetites  clandestinos.

O corpo em carne viva, alma em agonia.

Súplicas de tesão imploram por satisfações à carne, imploram pela violência caralhante, ereta & endurecida, firme desafiante & desafiadora de Meu cacete.

Moldado por Minha perversidade animalizado prostituto trapo de carne para uso de Meu Foder, sob a artística violência de Meus espancamentos, padece enlouquecida no enterramento de Meu pau.

Cada golada de Meu mijo que ela bebe detona um demoníaco riff elétrico na Minha cabeça & desce como um ensandecido acorde de guitarra no infernal concerto de rock que tenho acontecendo em Meu saco. Sua boca vomita rosas de beijos para melhor engolir os escarros da ronha de Meu caralho. Então, são cometas de gordas gotas de esporra pegajosa devorados por sua garganta de depravada recém nascida na dor.

Totalmente emporcalhada por sucos seus & mucos Meus, escorrendo lágrimas de dor & degradação humilhada, soube apenas dizer: “Obrigada por me mostrar que o inferno é tão quente como dizem, mas não tão feio quanto pintam”.

Estouro-lhe uma bofetada na cara: “A natureza não tem moral”.

Greta sorri seu sorriso mais sorriso desde o mais fundo de suas profundezas até o sorriso malicioso em seus lábios de morangos eternos.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Como Rehabilitar Um Invalido



COMO REHABILITAR UM INVALIDO

Devo participar aos amigos que um mestre em SM me impoz a tarefa de compor glosas para um motte que synthetizasse as dores do perdedor da visão, permanentemente vendado, quando submettido a um normovisual.
Taes dores seriam quattro, duas decorrentes da propria cegueira e duas do sadomasochismo:

Dor physica pela privação do sentido e consequentes limitações;
Dor psychologica pela memoria visual e sentimento da perda;
Dor physica pelo sacrificio corporal na dominação;
Dor psychologica pela expectativa de imprevistos castigos/abusos.

Assim me desincumbi da missão.

MOTTE:

"Sorri, na dor, a carne", e um olho cego,
na dor, brilha, por quattro vezes brilha.
Me escreve um mestre sadico, e me entrego,
em glosas, a seguil-o nessa trilha.


GLOSAS:

Àquelle que perdeu a vista, são
as dores até quattro. Na primeira,
é physica a agonia: a gente cheira,
escuta, appalpa, e o gosto amargo é tão
mais forte, emquanto o doce, agora, não.
A cruz que, na cegueira, hoje carrego
mais pesa a cada passo e mais um prego
me fura a mão a cada gesto, amen!
Mas, pelo olhar daquelle que vê bem,
sorri, na dor, a carne e um olho cego.

Alem da escuridão, tem a segunda
dor cunho psychologico. A lembrança
daquillo que enxerguei sempre me lança,
em sonho, à profundeza mais profunda,
tal como um cagalhão na fossa immunda.
Jamais, ao accordar, se desvencilha
a gente desse sonho, maravilha
que foi, tão colorido. Assim, eu creio
nos sadicos: meu olho, ao olho alheio,
na dor brilha, por quattro vezes brilha.

Si o cego masochista for, terceira
dor sente ao se entregar nas mãos de alguem
que delle se utilize e goze, sem
escrupulos. Gostosa brincadeira
é ver-me, um verme fragil a quem queira
tormentos inventar. Eu não sossego
aos pés de quem maltracta um pobre cego:
rastejo, me adjoelho, lambo, chupo,
appanho... Ao acceitar-me no seu grupo,
me escreve um mestre sadico, e me entrego.

Si é physica a terceira dor, a quarta,
de novo, é psychologica. Domina
um cego quem na bocca, qual latrina,
lhe mija, quem assim goza e se farta.
Comtudo, é de dar medo a branca charta
que o sadico detem emquanto humilha.
Quem sabe o que virá? Mesmo "baunilha"
não sendo, o cego soffre... Um tapa? Um chute?
Me ponho (e não serei eu quem discute),
em glosas a seguil-o nessa trilha.



sexta-feira, 10 de junho de 2016

Açúcar & Veneno (Parte 2)

O tempo de quase um mês depois, porém, o cenário praticamente o mesmo: o bar do Zé, rock’n’roll no ar, nicotina Me ardendo nos pulmões, combinada com goles estudados na dose exata de mágico destilado de mijo de feiticeira escocesa, Cris curvada, Meu cacete encaixado até o porão da garganta, Me concedendo uma de suas irracionais chupadas.
Eu havia passado uma temporada num apartamento de luxo no litoral concedendo sessões mais ou menos regulares de porradas & chá de piça à baranga endinheirada, enquanto o marido corno estava no imperialista latifúndio ianque fazendo negociatas para engordar ainda mais a conta bancária com obesidade mórbida. Por conta de uma problema médico qualquer em seu picadeiro de fodas, Cris, condenara-se a perseguir a fome do jejum animalesco apenas na putanhice em Braille, mas não há festival de siriricas que substitua a carência por carne de macho & a porquinha estava com um apetite de canibal em dieta. No exato instante em que Meu caralho, como na explosão de um poço de petróleo albino, escarrava uma pirotécnica erupção de porra no subsolo do estômago da cachorra, o belo par de coxas perfeitamente encaixado numa mini saia vermelha silenciosamente materializou-se em frente à mesa. Apesar de toda sua perícia como mamadora, no susto Cris não conseguiu evitar o engasgo, cuspiu uma tossida de generosa porção de langonha & ficou babando filetes pegajosos de esperma.
Gargalhei uma gargalhada de descabaçar ouvido de surdo, enquanto Cris dava vazão à sua mais requintada educação de classe alta: “Sua boceta podre, filha de uma puta sifilítica de sarjeta”.
O belo par de coxas perfeitamente encaixado na mini saia vermelha não conseguia esconder que estava tão confortável como uma freira flagrada enfiando um crucifixo no rabo numa suruba de puteiro de terceira categoria.
“Desculpem, eu não queria...”
Agora era impossível duvidar que aquela fêmea estava realmente arrependida, porém, Cris continuava apoplética, despejando o mais sórdido repertório de palavrões antigos, novos & inventados no ódio, num show de imundícies quase capaz de superar os fetiches de um fanático religioso moralista. Apliquei-lhe uma potente bofetada nas fuças: “Vai lavar o focinho & acalmar essa ressaca de chupetinha atravessada, antes que te coma de porradas daquelas que não te melecam a boceta”. A rameira tinha a alma de cadela a Mim submetida perfeitamente temperada pelo açúcar da servidão & pelo veneno do medo & sabia que comigo, uma gota de juízo pode ser boa até para quem tem alergia a ele. Saiu em direção ao banheiro, com cara de cachorro triste, não sem antes lançar um último olhar de ódio psicopata à outra fêmea.
“Parece que não acerto, mesmo quando quero”.
“Tinha certeza que voltaria”.
“Fui muito mal no outro dia & pela minha arrogância infantil mereci a tua humilhação & o desprezo de sua amiga. Talvez não possa ser perdoada, mas eu queria, mais: eu TINHA de voltar”.
“Sabia que voltaria. Mas, afinal, como soube coisas a Meu respeito?”.
“A Carla é casada com meu primo...”
Fodeu a biela, pensei: Carla era o nome da baranga endinheirada.
“Estávamos em New York comprando roupas, entrei sem aviso no provador para mostrar-lhe um vestido & ela totalmente nua, sem nenhum pelo pubiano & com marcas pelo corpo que não deixavam dúvidas de que havia sido espancada. Acho que já havia tomado alguns drinques & decidiu afrontar meu incomodado espanto com um cinismo indecente que eu ignorava. Não usar roupas de baixo, manter a vagina raspada eram determinações inegociáveis. Os vergões na carne, resultado de flagelações, que ela ostentava como condecorações. Beliscava os bicos dos seios a cada vez que citava o homem que havia conhecido nesse bar & que a dominava inteiramente no centro do palco de um teatro de pesadelos & que a cada crueldade abjeta concebida por seu sadismo a fazia agradecida vítima voluntária na areia libertina do picadeiro do circo do pecado”.
Carla, sua linguaruda filha de uma puta, a próxima vez que a tiver nas mãos...
“Pode parecer maluquice, mas preciso que saiba um tanto do secreto de mim, mesmo que decida me expulsar novamente”.
“Se quiser repisar os passos de seu passado que te trouxeram até, aqui, tudo bem. Foda-se. Mas não venha depois se queixar do cheiro de merda velha apodrecida”.
Enfim, saber como chamá-la: Marlô.
Preferia o maneirismo do apelido familiar, mesmo porque, Maria do Loreto, nome que recebeu em homenagem à avó paterna não era mesmo para deixar de pau duro nem um psicopata condenado à perpétua em solitária.
Até o momento, já havia franqueado o buraco da boceta, especialmente após a chegada da pílula, à visitação de uma razoável turma de caralhos variados para se melecarem em suas mucosidades de fêmea, sem satisfações maiores além dos orgasmos “transgressivos” celebrados em algumas colunas femininas mais prafrentex, como se dizia à época. Porém, com as siriricas de pernas abertas para o reflexo do espelho & a imaginação escancarada ao clandestino, alcançava gozadas protocolares que considerava pirotécnicas. Dentre as fantasias interditas, uma recorrente: ser comida com brutalidade por um macho que a desprezasse em humilhação. Com a indiscrição da puta da Carla, a viciosidade clandestina mostrou seus caninos vampirescos para contaminá-la com incurável inquietude de alma & carnes. Curiosidade recreativa de tempos de liberação sexual, ou uma cadelice latente desejando ser revelada? Ou ambas?
“Carla não cansava de repetir que quanto  mais se rebaixava & se degradava ante as imposições da perversidade de Seu sadismo, mais sentia-se elevando-se enquanto fêmea & que desde que passou a submeter-se a você...”
“Trate-Me por Senhor!”
“Perdão, Senhor. E que desde que passou a submeter-se ao Senhor, experienciava a cada instante de vida maravilhas de entesamento com as quais jamais sonhou nem no desatino de seus mais interditos pesadelos: pimenta incendiada em ácido na profundidade da alma da caverna do útero em todos momentos do dia & do sono”.
Passou a sonhar acordada em gozar como delírio dentro de um pesadelo real. Hesitou por um tempo, porém, prostituta despudorada que mantinha aprisionada no calabouço do moralismo de conveniência escapou da jaula & destruiu a resistência da cautela burguesa da princesinha do papai. Decidiu Me procurar.
“Puramente acidental aparecer naquela noite em que o Senhor aplicava sexo anal...”
“Não faço sexo anal, concedo enrabamentos arrombantes a buracos de cu que sejam competentes em padecer em subserviência para merecerem tal privilégio de encaralhamento!”
“Sim, assistir a Carla submetendo-se àquela bandalheira indecente no meio da rua me deixou excitada de um jeito que nunca experimentei. Porém, quando o vi com sua amiga me deixei dominar pela estupidez do instinto de concorrência feminina. Pura infantilidade idiota. Mereci o que recebi. Sinto-me uma prostituta de calçada, ansiosa para atender a todos os desejos dos clientes. Se puder ainda me dar uma chance...”
Apenas uma audição qualificada na arte da perversidade saberá desfrutar da refinada sofisticação de todas as melodias possíveis de serem executadas pelas carnes de uma mulher ansiando, dissimuladamente ou não, por um açoitamento. Desnudei-a lentamente com o pensamento & fechei os olhos para engolir um gole de whisky.
“Cuidado, bonequinha de luxo. Parafraseando o grande filósofo grego Ibrahim Sued, quem entra nessa chuva é pra se queimar. Você vai sofrer & mais & mais & não importa quanto se lamente, grite ou chore, ou implore por piedade, até que Eu decida ser o bastante.”
“Mas não dizem que o sadomasoquismo é um jogo?”
“Sim, é um jogo, mas sou Eu quem faz as regras.”
O medo da dor mortal substituído pelo impulso em desejar vivê-la o mais intensa possível.
“Meu carro está aí fora, podemos ir para o meu apartamento.”
“Enfia o carro & o apartamento no cu, que depois Meu pau esporra neles. Vem atrás de Mim.”
A gracinha do papai & da mamãe nem imaginava como Eu pretendia acanalhar todos os seus conceitos & preconceitos de classe alta. Mesmo sem cordas, obedece a Meus comandos como uma marionete num teatro de deboches & Me segue sem hesitar em direção ao banheiro feminino.
Cris, encostada no batente da porta do escrotódromo para fêmeas já havia recuperado em plenitude de cinismo o sorriso sórdido. Sem palavras desnecessárias. Apenas cumplicidade sádica. Polegar direito empinado em sinal de positivo notificou que não havia nenhuma mulher no banheiro & que se encarregaria de vigiar para que nenhuma entrasse, mesmo atacada por diarreia galopante ou mijaneira incontida. De passagem, assoprei em seu ouvido: “Se a leitoa gritar muito alto, manda o Zé aumentar o volume da fita”. A vadiazinha, em deboche, fez uma mesura para a passagem da assustada Marlô. Fechei a porta atrás de Mim & mandei o diabo à merda, quando ele tentou saber quais indignidades Eu planejava aplicar àquele delicioso amontoado de carnes de fêmea.
Dizem que mulheres são mais cuidadosas & higiênicas do que homens, mas aquele banheiro estava tão imundo quanto a hipocrisia de um moralista. Fedia mais do que uma corja de políticos assistindo, na capital federal, à parada do Dia da Independência Nacional.
Marlô assustada, porém, tentou Me encarar com naturalidade. Potentes tapas alternados em seu seios fizeram com que arfasse, ansiando para reencontrar ar na dificuldade que passou a experimentar em respirar com regularidade. Apenas a puta, entre as humanas tem a animalidade natural das irracionais fêmeas bestializadas pelo instinto do cio. Quando uma boceta masoquista de alma encara viver sua realidade, sabe que não é alguém para conquistar os sonhos de outros, mas uma sacerdotisa que se oferece em sacrifício, pronta a realizar seus mais depravados & deliciosos pesadelos próprios. O tesão depravado é um cachorro fiel à sua espera no mais fundo de sua alma, pronto a enlouquecer, atacar, mastigar & estraçalhar suas entranhas.
Um incêndio explodiu em seu ventre quando agarrei seu cabelo com violência fazendo sua cabeça ir para trás.
“Vou te levar a um inferno onde você vai se lambuzar na porra do demônio”. Mantive os cabelos puxados, porém, agora, sua cabeça erguida como se exibisse um troféu de caça. Gemeu quando sentiu Meus dedos firmes se enterrarem na líquida fervura de sua boceta.
“Imagine o quanto vai querer gritar quando eu promover um estrago mais doloroso com Meu caralho no buraco do teu cu”.
“Estou escutando na profundidade da caverna da alma do útero um som mais maravilhoso do que uma melodia cantada por um coro de demônios”, Marlô recitou com uma estranha rouquidão entesada na voz.
“É que o bronze dos sinos do inferno é fundido com o suco do gozo de bocetas.”
“O que pretende fazer comigo?”
“Todas as perversidades sacanas que tua imundície de puta imagina, mas não tem coragem de assumir. Você vai ter tudo quanto deseja & Eu muito mais. Vamos nos incendiar até o último estremecimento melado de eletricidade que a gozada de nossas porras se misturando tem para nos manter animais imundecidos sem escrúpulos.”
O pavor descabaçou os freios da natureza.
“Sinto, não posso mais segurar: preciso fazer xixi”.
“Quem faz xixi é criança, cadelas mijam como animais, desqualificadas que apenas são”.
Sem escolha, ficou de cócoras, levantou um tanto a mini saia, encaixou a calcinha no meio das coxas & mijou com um ruído espumante de esguicho. Interrogou com os olhos Meu olhar entediado, parecendo perguntar se Me escandalizava.
“Fêmeas que usam calcinhas são banais”.
Preferi sorrir com condescendência para o amedrontado peidinho infantil que não teve como evitar. Pôs-se em pé com agilidade, pelos pés livrou-se do trapo rendado & abandonou-o encharcando-se na poça de mijo. Percebe-se a vagabunda oculta dentro da fêmea, quando a mulher ao se despir frente ao homem o faz como uma puta desnudando-se em uma praça, frente à uma multidão.
Não conseguia ocultar, revelava uma lágrima de gozo escorrendo lenta pelos baixios do olho da boceta. Porém, agora sorria transtornada.
“Nossos anjos internos mostram nosso lado bom. Nossos demônios interiores mostram nosso lado verdadeiro”, sentenciei-lhe.
Nua da cintura para baixo em absoluto desamparo. Naturalmente, dilatava as carnes do buraco da boceta como desejando escancarar suas entranhas ao olhar do universo.
O curto período sob a escuridão de Minha maldade negra havia dissolvido qualquer vestígio de vergonha ou censura. Estar despida, numa nudez animalizada era essencial, agora sabia. Não estava certa se estava pronta a suportar todo o desconhecido que se abateria sobre suas carnes, porém, convencida de que tudo deveria ser suportado. Submetida, apenas um trapo de carne para Meu Foder, à mercê da impiedade de Meu devasso arbítrio. Meu poder sobre ela era indiscutível.
Quem é prisioneiro da luz não deseja ser libertado.
Sua expressão de beleza acinzentou-se ligeiramente com animalidade, em temor, quando encarou o intransigente autoritarismo do couro do cinto que, com severidade, desenrolei da cintura & ostentei dobrado ao meio em ameaça.
Ordenei que se curvasse sobre o vaso sanitário. Obedeceu sem hesitação, postou-se em depravado cachorrinho sem constrangimento. Posição exata para explorar em degeneração a geografia de suas entranhas. Seus buracos de boceta & cu voando no mais alto do céu da depravação, em busca do paraíso da devassidão. Aquelas coxas entreabertas exibindo um chumaço de pentelhos claros eram uma deliciosamente hipnótica ameaça apavorante, como um Porsche prateado com carroceria de alumínio disparando para lugar nenhum, apenas para provar que conseguia alcançar a morte a 300 quilômetros por hora.
Então a Hora Negra do Marquês chegou com suas sei lá quantas (& Eu lá vou ficar contando badaladas na Minha mente para seviciar as carnes de uma fêmea, de bruços sobre a privada, bunda estrategicamente posicionada, cu desabrochado à mostra, fenda da boceta discretamente exibida entre as coxas semiabertas, num banheiro de boteco fedendo à merda & mijo?) badaladas.
Qualquer esperança de misericórdia evaporou-se quanto sentiu a brasa do couro descer impiedosa sobre suas carnes de bunda pela primeira vez. O choque da dor súbita é pior do que jamais imaginou. E agora com este primeiro golpe, entende com horror o quão doloroso isto vai ser. O latejamento provocado pela primeira descida do cinto queima seus sentidos, mas sua mente estranha mais do que sua carne dolorida. Surpreende-se não apenas pela aceitação, mas pela ansiedade do próximo golpe que virá não sabe quando, mas que deseja como nunca desejou nada na vida. Sim, dói & humilha, porém, Marlô experiencia um orgasmo maravilhosamente surpreendente & desconhecido. Seu grito de dor é imenso, porém, Eu & ela sabemos que suas carnes berram puro & primitivo tesão animal.
De repente, como se do nada, os divinos gritos esfrangalhando a garganta metalizada de John Lennon,  em “Twist and Shout” (os dois minutos & trinta & dois segundos mais maravilhosos de rock já gravados em todas & quaisquer das galáxias do senhor Spock, em qualquer eternidade açucarada de Deus ou envenenada de Satã) invadiram Meus ouvidos & turbinaram de adrenalina a pulsação do sangue de Meu coração.
A diligência de obediente cadelinha porca de Cris, jamais Me falharia.
Além de tentar preservar a discrição de seu prestigioso estabelecimento, o Zé, tenho certeza, ao colocar o som no último furo, estava prestando uma homenagem à Minha Arte enquanto spanker.
Marlô agora geme com angústia pela considerável dose de dor que experimenta. Cadela em sofrimento, uivando o prazer da dor de seu tormento. Enlouquecedoras contrações de tesão começam automaticamente a atormentar as mais sensíveis zonas de seu corpo, promovendo um carnaval de desespero frenético no mais fundo de sua boceta & nas bordas enrugadas de seu buraco de cu, que agora recusa-se a permanecer fechado, piscando como se assumindo um ritmo próprio de respiração entre as deliciosas bochechas de suas nádegas.
Uma sucessão rápida de severas vergastadas faz com que morda os lábios. Depois, golpes mais espaçados, porém, cada qual mais violento & incendiário que o anterior. As lágrimas começam a escorrer, silenciosas mas intensas em sentimento.
“Melhor chorar agora pelo que se tem, pois, amanhã, talvez não se tenha nem pelo que chorar”, decreto com todo sadismo em seu ouvido.
Respirando pesadamente, estremece a cada golpe latejante & contorce-se sensualmente desejosa depois de cada um. Não tem mais certeza sobre para qual desconhecido limite futuro se deslocou sua capacidade de resistência à dor & nem deseja descobri-lo. Quer apenas correr & mergulhar nos porões de seu inferno de ansiedades, porém, desejando que esteja o mais distante possível.
Alguns cortes da pele macia de sua bunda começam a verter finos filetes de sangue. A agonia parece insuportável, porém, Marlô suportava cada novo violento. Sente-se a mais desprezível das mulheres, quer implorar que pare, mas ao mesmo tempo resiste, pois estranhamente sabe que implorar clemência será assumir uma vergonha imensa, a confissão de não ser boa o suficiente como desprezível carne de uso para Minhas perversidades sexuais. Então padece sob a maior submissão  que consegue se impor, experimentando uma estranha satisfação por estar respondendo com a mais humilhada obediência de que nunca julgou-se capaz.
Bizarra felicidade a cada queda dolorida do couro sobre suas carnes.
Meu cinto cada vez mais cruel,  vai desenhando ensandecidos vergões em suas carnes. A língua da chibata incendeia sua pele com a saliva dolorida do couro. A flagelação é impiedosa. Está amedrontada, teme que o sofrimento irá assassiná-la,  mas é justamente ele que dá uma nova vida de resistência a cada novo ardor do latego. Seu buraco de mijar estufado pelo sangue envenenado por tesão elétrico mostra-se agora como boceta digna da plena sordidez do calão. Lágrimas de dor alagando com melado ranho de fêmea as pregas de sua cona inchada.
Então, com um uivo imenso, Marlô goza.
Minutos resfolegando como um animal que escapou de seu predador.
Seu sexo cheira a molhado, como chão chovido.
“Tua para mais & para tudo o mais com que desejar de emporcalhar para teu prazer, Senhor!”, declarou, oferecendo à Minha devoração a delícia em podridão que cultivei dentro dela.
“As mais imundas maçãs de Sodoma sempre foram os frutos que ofereceram o deleite das mais sofisticadas maravilhas ao requinte dos apetites do Prazer & teu cu será para Mim a taça inesgotável para beber de tuas mais imundas delícias”, falei injetando perversidade gelada em seu sangue de fêmea voluntariamente subjugada ao Meu Arbítrio.
A experiência Me ensinou que uma enrabada competente, sodomizar com vontade até rachar ao meio um asterisco de bunda explorando todos os corredores do labirinto de incertezas anais, transforma qualquer fêmea insípida numa estrela pornô, nem que apenas por alguns minutos.
Um cu deve ser fodido em feroz plenitude de momento, sem julgamentos prévios ou posteriores, pois, como li uma vez em algum lugar, o mais apertado buraco pode levar ao mais fundo da alma & depois de arrombado, mística caverna sodomítica, pode revelar a Verdade.
Tão logo escancarei as bochechas de sua bunda, como fêmea banal passou a piscar o buraco & logo o arreganhou. “Isso não é sexo anal, é encaralhada em arrombamento de buraco de cu. Feche, aperte, porque da puta quero em sangrar prega a prega & da cadela quero extrair merda da escuridão do calabouço do cu”.
Faca quente cortando barra de manteiga, bombar meu caralho naquela cloaca de fêmea era ter os Beatles tocando no palco do meu saco.
Invadi a entrada de seu traseiro com a selvageria de um alucinado, dilatando, com meia dúzia de estocadas violentas aquele ponto de carne até a quase inacreditável dimensão de uma nova boceta.
Sexo anal sempre fora  um tanto incômodo para Marlô, porém, o que estava experimentando ia além, muito além do que se podia chamar banalmente de sexo anal. Uma sodomização selvagem, dilatadora, rasgando-a & arrombando-a. Tudo ia além até  do estupro, mas o mais inquietante é que ela não apenas consentia, como implorava para que acontecesse em enlouquecida intensidade & que jamais terminasse.
Continuava gritando & gritando, porém, agora eram inegáveis estardalhaços de prazer que saíam de sua garganta. Seu obsceno ânus dilatado como uma boca em espanto, vertendo, como uma torneira maluca, o generoso suco de energia da vida.
Transformei aquele buraco de carne que ela carregava no centro da bunda num Stradivarius capaz de executar perversamente todas as sinfonias de degeneração de Meu deboche sádico.
O trovão da esporrada no cu, fez, ao mesmo tempo, o mar de sua boca boceta gritar maremotos de porra de fêmea. Minha porra, espalhada naquelas entranhas de cu baldio arreganhado à força pela violência de Minha perversidade escorria generosa por suas coxas exaustas. 
Retornei à mesa & o rosto bonito de Cris Me recepcionou sorrindo com lágrimas nos olhos. Havia escutado tudo com o ouvido colado à porta do banheiro & se masturbado durante todo o tempo. Atirou-se ao chão & beijou o couro de Minhas botas. A galera do boteco achou melhor não estranhar mais aquela atitude estranha.
Marlô voltou recomposta & sua, agora fisionomia de indiscutível puta, sorria realização & gratidão. Rabiscou um pedaço de papel: “Apareça em meu apartamento; minha amedrontada ansiedade por ser espancada novamente estará esperando pela impiedade de Sua flagelação”.
Dilatado, sangrando, vazando muco esmerdeado de foda, ardendo, arrombado por aquela selvagem encaralhada, não havia buraco de cu mais feliz naquele momento da noite da cidade.
Liberte a devassa cadela que se esconde nas interditas profundezas do ânus da fêmea & ela passará, com desenvoltura de prostituta veterana, a te oferecer, deliciosamente, o buraco do cu como um inesgotável covil de depravações. Ela, em dor, gemerá orgulhosa pelo embostado catarro de gozo envenenado pela doçura do tesão que verte pelo rabo, como o bêbado que não se envergonha por babar seu vômito azedado pelo álcool.
Saiu para a escuridão da madrugada dos medíocres emporcalhada em imundos tesões proibidos escorrendo pegajosos de seus buracos de fêmea acanalhada. Mulher, puta, cadela, submissa, agora uma força da natureza que veio vidro & pedra & agora ia transmutada em carne temperada em açúcar & veneno.

FIM